Ambiente

Zoomarine devolveu seis tartarugas ao oceano

Fotos - Zoomarine
Fotos - Zoomarine  
O Porto d'Abrigo do Zoomarine Algarve devolveu ao oceano, esta quinta-feira, seis tartarugas-marinhas juvenis da espécie Caretta caretta após meses de cuidados intensivos e reabilitação. A operação decorreu a bordo do NRP Oríon da Marinha Portuguesa, sob o comando do Segundo-tenente Farinha Martins, que partiu do ponto de apoio naval de Portimão para uma missão conjunta de conservação marinha.

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As protagonistas desta devolução foram Xena, Xerém, Xerazade, Xénia, Xamã e Frankie, seis jovens tartarugas encontradas em diferentes pontos da costa atlântica - cinco na costa portuguesa e Frankie na costa da Irlanda. As primeiras cinco chegaram ao Porto d'Abrigo em condições debilitadas e a necessitar de acompanhamento veterinário especializado, enquanto que a Frankie foi transferida para Portugal para integrar este momento de devolução ao mar, explica o Zoomarine numa nota divulgada.

A devolução foi realizada a cerca de 6 milhas náuticas da costa de Portimão, aumentando as probabilidades de sobrevivência dos animais no regresso ao seu habitat natural.

Antes da devolução ao mar, as seis tartarugas foram identificadas através da colocação de microchips nas barbatanas anteriores, o que permite a sua identificação e monitorização futura caso venham a ser novamente observadas.

A operação contou ainda com a participação dos investigadores Frédéric Vandeperre, do projeto COSTA (Okeanos – Centro de Investigação da Universidade dos Açores), e George Shillinger, da organização internacional Upwell.

No âmbito da parceria estabelecida entre o Zoomarine e a Upwell, foram também instalados transmissores de satélite ultraleves nas carapaças das tartarugas devolvidas ao oceano. Estes dispositivos permitem acompanhar os movimentos dos animais através do sistema de satélite Argos, recolhendo informação sobre os seus percursos migratórios, habitats preferenciais e as condições ambientais encontradas ao longo da viagem. Os transmissores são fixados de forma não invasiva à carapaça e foram concebidos para se desprenderem naturalmente ao longo do tempo, devido ao efeito da água do mar, das correntes oceânicas e ao crescimento dos próprios animais.

A ação contou com o apoio da Marinha Portuguesa. 

Desde a criação do Porto d'Abrigo, em 2002, centenas de animais marinhos e aquáticos foram reabilitados e devolvidos ao seu habitat natural.