Sociedade

USAL critica anúncio da suspensão das aulas presenciais pela "ausência de preocupação de caráter social"

A Comissão Distrital para a Igualdade entre Mulheres e Homens da União dos Sindicatos do Algarve - CDIMH/USAL reagiu em comunicado à decisão de suspensão das aulas presenciais do 1.º e 2.º ciclos, em Albufeira, Faro, Loulé, Olhão e São Brás de Alportel, numa orientação das Autoridades de Saúde Regional.

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A comissão diz ter voltado "o drama para centenas de pais trabalhadores com crianças a cargo", criticando a "manifesta ausência de preocupação de caráter social", a forma como foi anunciada "da noite para o dia", e a suspensão das aulas presenciais, "que trouxe enormes constrangimentos para trabalhadores e familiares".
 
O mesmo comunicado reporta que "mais uma vez não podem ser as mulheres e os homens trabalhadores que tenham filhos abrangidos pela suspensão das aulas e que tenham de garantir o seu acompanhamento, a voltar a ser penalizados com cortes dos salários ou com a imposição do gozo de férias por parte das empresas".
 
A Comissão Distrital para a Igualdade entre Mulheres e Homens da União dos Sindicatos do Algarve - CDIMH/USAL exige assim, que sejam tomadas medidas por parte do Governo, "como assumir alterações legislativas e decisões políticas que assegurem a manutenção dos rendimentos, garantam a solidariedade, protejam os direitos das crianças e promovam a justiça social", defende ainda a testagem massiva, o reforço dos rastreios e o alargamento da vacinação, em simultâneo com um forte investimento no Serviço Nacional de Saúde (SNS).