A entrada dos profissionais aumenta a capacidade de resposta dos serviços hospitalares no Algarve, numa altura em que a instituição “prossegue a aposta na contratação e valorização” dos trabalhadores, indicou a ULS em comunicado.
Os novos profissionais foram recebidos na segunda-feira pelo enfermeiro diretor, José Vieira dos Santos, numa sessão em que destacou “a importância do cuidado humanizado, do trabalho em equipa e a responsabilidade dos profissionais de saúde”.
“Nunca se esqueçam que antes de sermos enfermeiros e profissionais somos pessoas a cuidar de pessoas”, alertou o responsável, citado na nota da ULS/Algarve.
José Vieira dos Santos defendeu que a enfermagem “não deve ser reduzida” a uma sucessão de tarefas, mas “deve também traduzir-se na forma” como os profissionais se relacionam com os doentes.
“Não deixem que a enfermagem se transforme numa sucessão de tarefas. A enfermagem não pode ser apenas aquilo que fazemos, tem de ser também a forma como estamos com as pessoas”, afirmou.
José Vieira dos Santos sublinhou ainda a importância do trabalho em equipa para garantir uma resposta de qualidade e deixou aos novos profissionais três recomendações: “Cuidem bem das pessoas, cuidem bem uns dos outros e cuidem bem de vocês próprios.”
Na sessão, o presidente do conselho de administração da ULS/Algarve, Tiago Botelho, também citado na nota, destacou a importância do reforço das equipas e “a intenção de a instituição continuar a contratar enfermeiros.
Tiago Botelho apelou igualmente aos novos trabalhadores para divulgarem as oportunidades profissionais existentes na ULS do Algarve.
“Passem a palavra”, disse o dirigente hospitalar.
Com a entrada dos 136 profissionais, os hospitais de Faro e Portimão passam a contar com um reforço das suas equipas, numa medida que a ULS/Algarve enquadra “na aposta na contratação” para assegurar cuidados de saúde de qualidade na região algarvia.
A contratação de profissionais tem sido uma reivindicação do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), alegando que faltam cerca de 2.000 enfermeiros no Algarve, argumentando que a situação de carência tem sido agravada pela ausência de medidas de retenção e as admissões ficam muito aquém das necessidades.