Política

TSD Algarve analisaram alterações ao código laboral

TSD Algarve
TSD Algarve  
Os Trabalhadores Social Democratas do Algarve promoveram, no passado dia 24 de abril, em Faro, um colóquio subordinado ao tema “Alterações ao Código Laboral”.

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O evento, conduzido por Luiz Trindade, presidente dos TSD Algarve, contou com a intervenção de Cristóvão Norte, presidente do PSD Algarve, na sessão de abertura. Seguiu-se a participação do secretário de Estado Adjunto e do Trabalho, Adriano Rafael Moreira, que respondeu às questões que foram colocadas pela plateia no final da sua intervenção.

A sessão de encerramento ficou a cargo do Secretário-Geral dos TSD, Pedro Roque.

Em comunicado, os TSD Algarve adiantam que o colóquio teve como objetivo promover a reflexão e o debate público em torno das recentes propostas e potenciais alterações ao Código do Trabalho, abordando os seus impactos nas empresas, nos trabalhadores e na economia nacional. Permitiu também fazer um diagnóstico do atual contexto laboral: «Portugal regista níveis históricos de emprego e a taxa de desemprego mais baixa de sempre. Verifica-se igualmente um crescimento salarial relevante no contexto da OCDE, embora ainda persista um diferencial significativo — cerca de
35% — face à média europeia, agravado por níveis de produtividade inferiores», lê-se no comunicado.

Perante este enquadramento, a estrutura social democrata diz que a reforma laboral assume como eixos estratégicos «o aumento sustentado dos salários e a melhoria do equilíbrio entre vida profissional e pessoal com uma previsão de valorização do salário mínimo superior a 30% até ao final da legislatura», refletindo que essa ambição só será possível se a reforma se concretizar. 

O debate evidenciou ainda as 138 normas consensualizadas, das quais 33 propostas pela UGT entre os parceiros sociais, subsistindo, contudo, a necessidade de consenso em seis matérias críticas: a definição do regime de jornada contínua no setor privado; o enquadramento do banco de horas; a regulação da terceirização de serviços; o reforço da formação profissional; as condições de reintegração de trabalhadores despedidos ilegalmente, sobretudo em pequenas e médias empresas; e os mecanismos de denúncia de contratos e acordos coletivos, lê-se no comunicado.