Sociedade

Trabalhadores da EMARP em greve na sexta-feira com manifestação junto à Câmara de Portimão

Os trabalhadores da EMARP- Empresa Municipal de Águas e Resíduos de Portimão, EM, SA realizam uma paralisação de 24 horas e por tempo indeterminado ao trabalho suplementar.

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Segundo comunicado da direção regional do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, STAL, está ainda prevista uma concentração junto à rotunda da Pedra Mourinha e à Câmara de Portimão como forma de exigir "a reposição do poder de compra, melhores condições de trabalho e as 35 horas semanais".
 
O sindicato refere que perante "este quadro de dificuldades sócio-económicas, a que se junta a falta de condições de trabalho, a administração da EMARP-Portimão tem demonstrado uma total indiferença, teimando em ignorar os conhecidos problemas dos trabalhadores e o conjunto de reivindicações apresentadas".
 
Para os sindicalistas, o Município de Portimão, como único acionista da empresa, "é tão ou mais responsável pela difícil situação com que os trabalhadores se defrontam, não podendo o executivo continuar a demonstrar uma atitude passiva e despreocupada em relação ao atual clima laboral que se vive na EMARP".
 
Os trabalhadores defendem a recuperação do tempo de serviço retirado aquando da revisão do acordo de empresa que não foi subscrito pelo STAL; atualização do subsídio de insalubridade, penosidade e risco para os valores praticados na administração pública, e que preveja contemplar mais funções; a revisão da tabela salarial, por forma a resolver o “esmagamento” da tabela atual e que reponha as diferenças entre os níveis remuneratórios das diversas categorias profissionais; a reposição das 35 horas semanais de trabalho no acordo de empresa, a eliminação do “banco de horas”; a remodelação/reparação dos balneários da RSU; a aplicação do prémio de produtividade "com regras claras e sem decisões arbitrárias"; reposição por parte da empresa da diferença entre o vencimento do trabalhador e aquele que é pago pela companhia de seguros quando ocorra um acidente de trabalho; progressões dinâmicas que possibilitem o acesso na carreira sem condicionamentos; que os serviços de Segurança e Saúde no Trabalho fiscalizem corretamente as atuais condições de trabalho no setor da RSU para evitar sobrecargas de trabalho na recolha de “monstros” e nas varredouras mecânicas; a aquisição de carrinhas basculantes com gruas, para que os trabalhadores da RSU não carreguem e descarreguem os resíduos e os “monstros” à “força de braço” e que a ALGAR cumpra o seu serviço nas ilhas ecológicas, para que os trabalhadores da EMARP não tenham de a substituir nesse serviço.