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Tem medo de ser feliz? Descubra as causas

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A ciência sinaliza pessoas que sofrem de Querofobia ou medo de serem felizes. Descubra o que se passa.

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Em primeiro lugar, importa ter em conta que, a felicidade é algo subjetivo, que cada pessoa a sente à sua própria maneira e que, efetivamente, essa emoção reside dentro de nós e não se compra ou vende no exterior.

Existe uma enorme pressão em torno da felicidade que leva a que, naturalmente, muitas pessoas, se não a maioria, se sintam infelizes. Tal acontece porque, a sociedade moderna faz com que as pessoas acreditem que têm o direito de serem felizes a qualquer preço, sem olhar a meios para atingirem os seus fins e que o mundo gira em torno das suas necessidades. Como na prática não é isso que acontece, muitas pessoas sentem-se insatisfeitas com a vida por constatarem que foram enganadas com “a promessa” de gratificação permanente, a atribuição de um estatuto especial para algumas pessoas que merecem ser mais felizes do que outras e daí por diante.

Reconhecer que crescemos numa ilusão, não é de todo fácil aceitar, pelo que, muitas pessoas que não fazem uma análise mais profunda e alargada da vida, que não admitem que os obstáculos vão sempre existir, que todos temos problemas, mas que também todos temos a oportunidade de pensar de outro modo e de alterar o que está menos bem, por muito enraizado que esteja nas nossas crenças, acabam por resignar-se a um estado de constante tristeza, apatia e nada fazem para o modificar.

Existem também, e agora sim, as pessoas que sofrem de Querofobia que se encaixam num plano distinto, já que, inconscientemente, estes perfis temem o prazer e a alegria pelo medo das consequências que possam advir dessa libertação emocional.

Há pessoas que acreditam que, se sentirem momentos de felicidade, serão “selecionadas” para receberem um castigo e momentos desagradáveis, pelo que evitam ao máximo essas emoções para que possam proteger-se.

Em linhas gerais, a Querofobia caracteriza-se pela autossabotagem, ansiedade perante a felicidade e medo de que algo negativo aconteça logo após uma conquista. Superar requer entender crenças passadas, praticar a presença e aceitar a impermanência da vida, registam os entendidos na área do bem-estar.

Os principais aspetos que se escondem atrás do medo de ser feliz são:

• Autossabotagem e crenças: Pessoas com esse receio podem arruinar momentos bons por acreditarem que não merecem ou que a felicidade é frágil e arriscada.

• Associação com o azar: Há uma crença profunda de que se algo está bem, algo muito mau está por vir, o que funciona como uma defesa inconsciente contra futuras deceções.

Os sintomas mais comuns desta fobia são:

Ansiedade, necessidade de fugir de situações prazerosas, dores físicas (estômago, cabeça) e recusa em participar em atividades divertidas.

• Origens: Pode resultar de experiências traumáticas, uma educação muito rígida, ou crenças limitantes construídas ao longo da vida, onde a felicidade era vista como um sinal de preguiça ou falta de produtividade.

Para ultrapassar esta condição é fundamental:

• Praticar o "Savoring" (Saborear): Apreciar e intensificar as experiências positivas no momento presente, vivendo o agora.

• Investigar crenças: Identificar a origem do medo e tentar compreender o que pode estar por detrás desses comportamentos e receios.

• Aceitar a impermanência: Reconhecer que a vida é feita de momentos, e que a felicidade não é eterna, mas sim que, devemos aproveitar as situações em que nos sentimos bem sem qualquer medo.

Os entendidos nesta matéria recomendam que, uma pessoa que não consegue ultrapassar as crenças limitantes e que “carrega” um receio constante de ser feliz pelo medo de represálias, deve encetar uma psicoterapia, especialmente a cognitiva-comportamental, já que, esta técnica é eficaz para desconstruir esses padrões mentais.

Acreditar que se merece ser feliz e cultivar pequenos momentos de alegria no quotidiano ajuda a desconstruir o medo de que a felicidade trará sofrimento, sublinham os psicólogos recomendando que, tentemos aos poucos, experimentar algo novo, de forma descontraída, que libertemos as emoções para que possamos conhecer-nos melhor, que pensemos que, a forma como encaramos a vida e as situações, dará lugar a mais ou menos momentos de felicidade porque, afinal, está tudo na nossa cabeça e, quando não nos faz bem, tem de ser tratado.