Se tem, frequentemente, crises acompanhadas por náuseas, vómitos e sensibilidade à luz e/ou ao som, faça o rastreio e ganhe melhor qualidade de vida, sugere a especialista num artigo enviado ao Algarve Primeiro.
No dia 12 de setembro assinala-se o Dia Europeu da Enxaqueca. Uma data que pretende aumentar a consciencialização para esta patologia neurológica crónica, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como uma das principais causas de incapacidade a nível mundial, e que afeta cerca de 1 em cada 7 portugueses. As Farmácias Holon promovem a campanha "4 é um sinal. Mais que 4 não é normal", com sessões de rastreio, de norte a sul do país.
Apesar de ter uma elevada prevalência, a patologia continua a ser subvalorizada, com muitas pessoas a recorrerem à automedicação, sem procurarem avaliação médica nem conhecerem as opções de tratamento atualmente disponíveis, alerta Rita Martins, farmacêutica de intervenção.
As crises de enxaqueca caracterizam-se por episódios recorrentes de dor de cabeça, moderada a intensa, com duração entre 4 e 72 horas, habitualmente localizadas num dos lados da cabeça. Estas crises são frequentemente acompanhadas por náuseas, vómitos e sensibilidade à luz e/ou ao som. O diagnóstico é essencialmente clínico e, quando realizado precocemente, permite iniciar o tratamento mais adequado, prevenindo a evolução da doença para formas mais frequentes e incapacitantes.
É importante relembrar que, atualmente, existem também opções de tratamento preventivo que permitem diminuir a frequência, intensidade e duração das crises, sublinha a especialista, deixando o alerta para que se faça um rastreio.
As Farmácias Holon, em parceria com a AbbVie e a associação MiGRA, desenvolveram o projeto "4 é um sinal. Mais que 4 não é normal", que inclui um rastreio para identificar pessoas com um quadro compatível de enxaqueca e reconhecer situações em que a frequência das crises deixa de ser “normal” e justifica uma avaliação médica. Saiba mais na sua farmácia.