Sociedade

Rede 8 de Março integra Faro para a greve feminista internacional em Portugal

A Rede 8 de Março é uma plataforma nacional que reúne associações, partidos e pessoas a título individual mobilizadas na construção da greve feminista de 8 de março de 2021 em Portugal.

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Com as devidas precauções devido à situação pandémica, a plataforma informou em comunicado que irá realizar ações online, mas também nas ruas e praças de várias cidades, nomeadamente em Faro, (Mercado Municipal 11h30), Coimbra, Lisboa, Porto, Braga, Ponta Delgada e Angra do Heroísmo.
 
O objetivo passa mais uma vez por lutar contra a discriminação, violência e desigualdade «que persiste nas ruas, nas escolas, nos locais de trabalho, na justiça e na proteção das vítimas de violência de género». A plataforma entende que a pandemia veio agravar as desigualdades, «carregando sobre os ombros das mulheres outras tarefas, que se prendem com a articulação da vida profissional e familiar em contexto de confinamento, teletrabalho ou ensino à distância».
 
Os motivos pelos quais exige respostas e mudanças, «é não pagar a fatura desta pandemia, nem voltar à normalidade, pois foi essa normalidade que originou e perpetuou as desigualdades que hoje vivemos», assinala.
 
A greve feminista que já aliou alguns sindicatos, é para a Rede 8 de Março, «uma luta feminista por melhores condições de vida». Explica que em Portugal, entre março e abril de 2020, 9 em cada 10 empregos perdidos eram ocupados por mulheres além de que são também «as que estão maioritariamente na linha da frente no combate à COVID 19, nos hospitais, lares e serviços».
 
Em foco estará a violência doméstica que tem vindo a agravar-se com um consequente aumento das tentativas de femicídios desde o início deste ano. 34% das queixas apresentadas corresponderam a vítimas de violência doméstica pela primeira vez. A violência patriarcal já fez pelo menos 4 vítimas mortais este ano e 32 (27 mulheres) em 2020, conclui no mesmo comunicado.