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Quer proteger-se de relações tóxicas? Siga estas dicas

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O psicólogo Tiago Pimentel deixa 5 dicas para “sobreviver” aos contactos tóxicos com saúde e bem-estar.

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Num artigo divulgado pela CNN Portugal, o especialista diz que “nós também somos as nossas relações. Elas cumprem, na vida de cada um de nós, um espaço fundamental, porque através delas cumprimos sucessos, fracassos, oportunidades de crescimento e aprendizagem. Ora, assumido que está o relevo que as relações ocupam no nosso dia a dia, importa refletir, em particular, em torno das relações que, a certa altura, se revelam pouco saudáveis e equilibradas, as designadas relações tóxicas”.

Tiago Pimentel regista que “quando nos deparamos com relações tóxicas, sejam elas amorosas, familiares, profissionais ou de amizade, é importante, em primeira instância, ganharmos consciência do espaço físico, social e emocional que as mesmas têm em nós. Só assim, conseguiremos estabelecer o discernimento e agilidade mental para encetar esforços para desenvolver mecanismos de proteção”.

O reconhecimento de uma relação como tóxica depende muito da implicação emocional que temos na mesma. Esta implicação emocional é mediada pelo sentido de proximidade, cumplicidade, atenção, afeto, poder e respeito. Na interseção destas dimensões, pode, por vezes, ser difícil reconhecer o que nos é nocivo, como sejam dinâmicas de manipulação, controlo excessivo, desvalorização, exposição a críticas constantes, falta de empatia e desrespeito pelos limites pessoais. A exposição e vivência de uma relação tóxica conduz, na maioria das vezes, a um estado de espírito de desgaste, insegurança, ansiedade e angústia. Este quadro será, portanto, um bom indicador de reconhecimento de que estaremos perante uma relação tóxica e, por isso, tornar-se-á prioritário reavaliar a natureza e a dedicação a esse vínculo, alerta o mesmo psicólogo.

Assim, para além de podermos sempre pedir ajuda a um profissional de psicologia, devemos tomar consciência de que estamos perante uma relação prejudicial e definir estratégias de proteção pessoal, tais como estas:

Estabelecer limites firmes. Defina o que aceita e o que não tolera. Seja assertivo ao colocar limites e não ceda à manipulação emocional.

Quebrar vínculos emocionais. Distancie-se, percebendo que o comportamento é um reflexo do outro, e não seu.

Identifique e evite conflitos. Atitude e pensamento divergente face à provocação. Mantenha a neutralidade e foque-se num tema de outra natureza.

Invista em relações saudáveis. Fortaleça relações com pessoas que o apoiam e valorizam. Ter uma rede de apoio pode ajudar a reduzir o impacto de relações prejudiciais.

Identifique e atue no momento de se afastar. Se a relação for insustentável, considere afastar-se ou reduzir o contacto. Por vezes, a melhor solução para preservar a saúde mental é anular o contacto com o estímulo tóxico.

Tiago Pimentel regista, ao mesmo canal, que «a chave está em lembrar que temos controlo sobre a nossa própria vida e que merecemos relações que nos tragam felicidade e crescimento. Ao priorizarmos o nosso bem-estar e rodearmo-nos de pessoas que nos respeitam e valorizam, criamos um ambiente mais saudável e positivo ao longo do nosso percurso».