Em comunicado, o partido diz estar em causa um investimento que poderá atingir os 300 milhões de euros, destinado a responder a um dos principais desafios ambientais da região nas próximas décadas, tendo como horizonte a entrada em funcionamento da nova solução em 2034.
O PSD adianta que o Algarve produz cerca de 400 mil toneladas de resíduos por ano e "continua a encaminhar uma parte muito significativa para aterro", numa fase em que os aterros existentes em Loulé e Portimão aproximam-se progressivamente dos limites da sua capacidade.
Apesar das ampliações previstas, o partido refere que é necessário preparar uma solução "estrutural que reduza significativamente a deposição em aterro e assegure capacidade de tratamento e valorização para as próximas décadas".
A Agência Portuguesa do Ambiente deverá lançar, a 15 de outubro, um concurso destinado a estudar as soluções tecnológicas e a localização da futura unidade, num processo que está a ser desenvolvido em articulação com os municípios do Algarve.
Entre as alternativas em análise, encontra-se a valorização energética dos resíduos, permitindo aproveitar para produção de energia uma parte dos resíduos que não possa ser reutilizada ou reciclada e que atualmente acaba depositada em aterro.
Para o PSD Algarve, "uma decisão desta dimensão deve ser tomada com rigor técnico, exigência ambiental, transparência e concertação com os municípios", defendendo que esta solução deve integrar uma estratégia "exigente" de redução, reutilização e reciclagem, diminuindo significativamente a quantidade de resíduos que termina em aterro, ainda mais numa região turística que recebe milhões de visitantes e cuja população aumenta significativamente em determinados períodos do ano, conclui.