Em comunicado, os socialistas lembram que, em 2018, uma iniciativa parlamentar do PS aprovada por unanimidade para a preservação da Lagoa dos Salgados, Ribeira do Almargem, Paul de Lagos e Alagoas Brancas esteve na origem da atribuição de um apoio do Fundo Ambiental à Associação Ambientalista Almargem, para efetuar o estudo de caracterização daquelas quatro zonas húmidas.
Na sequência dos estudos efetuados, o Governo do PS decidiu avançar com a classificação da Lagoa dos Salgados como Reserva Ecológica Nacional, a primeira nos últimos 25 anos, e atribuir 3,7 milhões de euros à Câmara de Lagoa para a aquisição dos terrenos onde estão localizadas as Alagoas Brancas.
O partido recorda que estes terrenos, de acordo com os instrumentos urbanísticos aprovados pelos executivos do PSD na Câmara de Lagoa em 2008 e 2013, "eram considerados urbanos e tinham mesmo alvará de loteamento atribuído, que ficaram sem efeito prático com a compra e escritura dos mesmos pelo atual executivo".
Luís Graça, deputado socialista que em 2018 pediu à Almargem que avançasse com os estudos sobre a importância das Alagoas Brancas, lamentou que o PSD tenha quebrado o consenso que existia sobre a criação da Reserva Natural Local das Alagoas Brancas.
"A política deve servir para resolvermos os problemas da região e melhorar a vida das pessoas. O PS votou a favor de todas as iniciativas que defendiam as Alagoas Brancas; o PSD não resistiu à mesquinhice, acabando a dividir e a enfraquecer a luta dos cidadãos. É imperdoável!", sublinhou Luís Graça.
O deputado e presidente da Federação Regional do PS Algarve reafirmou que vai continuar a lutar pela defesa e preservação das zonas húmidas da região e que o processo de classificação das Alagoas Brancas vai acontecer, mesmo com a posição do PSD.