Sociedade

Projeto de musealização dos achados arqueológicos do fundo do rio Arade executado até final de 2027

Foto - CCDR Algarve
Foto - CCDR Algarve  
Realizou-se no passado dia 15 de maio, no Museu Municipal de Portimão, a cerimónia de assinatura do protocolo do projeto MUSA – Musealização dos Achados Arqueológicos do Fundo do Rio Arade, um projeto financiado pelo Programa Regional Algarve 2030.

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O protocolo foi celebrado entre os Municípios de Portimão e Lagoa, o Património Cultural, I.P. e a CCDR Algarve, formalizando uma parceria para a concretização de um dos mais relevantes investimentos regionais na área da valorização do património cultural marítimo e subaquático, informa nota da CCDR. 

A cerimónia foi presidida pela Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, com a presença do presidente da CCDR Algarve, José Apolinário, do vice-presidente da CCDR Algarve responsável pela área da Cultura, Bruno Inácio, dos presidentes das Câmaras Municipais de Portimão e Lagoa, Álvaro Bila e Luís Encarnação, respetivamente, da vice-presidente do Património Cultural, I.P., Ana Cristina Sousa, pelo presidente do Turismo do Algarve, André Gomes, bem como investigadores, entidades científicas e parceiros institucionais do projeto.

Com um investimento total de 3,475 milhões de euros e uma comparticipação FEDER de 2 milhões de euros, o projeto, com execução prevista até final de 2027, pretende promover a investigação, preservação, conservação e musealização dos achados arqueológicos submersos identificados no leito do rio Arade, entre Portimão e Lagoa, criando condições para a sua valorização científica, cultural, educativa e turística. Outro aspeto relevante do projeto inclui a instalação de uma reserva arqueológica subaquática que poderá ser visitável, evidencia a CCDR.  

Entre as ações previstas destacam-se igualmente a reformulação do Núcleo de Arqueologia Subaquática do Museu de Portimão, a criação de um núcleo museológico em Lagoa, o desenvolvimento de uma exposição nas margens do Arade, a criação de um museu virtual e a realização de iniciativas científicas e de partilha de conhecimento dirigidas à comunidade e aos visitantes.

O MUSA envolve a participação da Universidade do Algarve, através do Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Património, do CHAM – Centro de Humanidades da Universidade NOVA de Lisboa e da Administração dos Portos de Sines e do Algarve.

A Ministra da Cultura, Juventude e Desporto destacou que o projeto ultrapassa a dimensão da mera conservação arqueológica, criando condições para transformar conhecimento científico em património acessível, partilhado e integrado na vida cultural da região e do país. Sublinhou ainda que o projeto constitui um exemplo nacional de cooperação institucional e de valorização do património cultural submerso português, reforçando a ligação das comunidades ao território e criando oportunidades de valorização cultural, científica, educativa e turística.

O presidente da CCDR Algarve destacou o caráter estruturante e inovador do projeto para o Algarve e para o País, considerando-o “um exemplo de concertação de vontades entre o nível nacional, regional e municipal”.