O protocolo foi celebrado entre os Municípios de Portimão e Lagoa, o Património Cultural, I.P. e a CCDR Algarve, formalizando uma parceria para a concretização de um dos mais relevantes investimentos regionais na área da valorização do património cultural marítimo e subaquático, informa nota da CCDR.
A cerimónia foi presidida pela Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, com a presença do presidente da CCDR Algarve, José Apolinário, do vice-presidente da CCDR Algarve responsável pela área da Cultura, Bruno Inácio, dos presidentes das Câmaras Municipais de Portimão e Lagoa, Álvaro Bila e Luís Encarnação, respetivamente, da vice-presidente do Património Cultural, I.P., Ana Cristina Sousa, pelo presidente do Turismo do Algarve, André Gomes, bem como investigadores, entidades científicas e parceiros institucionais do projeto.
Com um investimento total de 3,475 milhões de euros e uma comparticipação FEDER de 2 milhões de euros, o projeto, com execução prevista até final de 2027, pretende promover a investigação, preservação, conservação e musealização dos achados arqueológicos submersos identificados no leito do rio Arade, entre Portimão e Lagoa, criando condições para a sua valorização científica, cultural, educativa e turística. Outro aspeto relevante do projeto inclui a instalação de uma reserva arqueológica subaquática que poderá ser visitável, evidencia a CCDR.
Entre as ações previstas destacam-se igualmente a reformulação do Núcleo de Arqueologia Subaquática do Museu de Portimão, a criação de um núcleo museológico em Lagoa, o desenvolvimento de uma exposição nas margens do Arade, a criação de um museu virtual e a realização de iniciativas científicas e de partilha de conhecimento dirigidas à comunidade e aos visitantes.
O MUSA envolve a participação da Universidade do Algarve, através do Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Património, do CHAM – Centro de Humanidades da Universidade NOVA de Lisboa e da Administração dos Portos de Sines e do Algarve.
A Ministra da Cultura, Juventude e Desporto destacou que o projeto ultrapassa a dimensão da mera conservação arqueológica, criando condições para transformar conhecimento científico em património acessível, partilhado e integrado na vida cultural da região e do país. Sublinhou ainda que o projeto constitui um exemplo nacional de cooperação institucional e de valorização do património cultural submerso português, reforçando a ligação das comunidades ao território e criando oportunidades de valorização cultural, científica, educativa e turística.
O presidente da CCDR Algarve destacou o caráter estruturante e inovador do projeto para o Algarve e para o País, considerando-o “um exemplo de concertação de vontades entre o nível nacional, regional e municipal”.