A suspeita, de 40 anos, já tinha cometido vários crimes de violência doméstica contra a mãe, de 58, razão pela qual cumpria pena de prisão, mas aproveitou uma saída precária em janeiro de 2024 para não regressar à cadeia, sendo procurada desde então.
O responsável pela diretoria do Sul da Polícia Judiciária (PJ) disse hoje de manhã aos jornalistas que a vítima apresentava “evidentes sinais de a morte ter sido provocada por ação violenta” da filha, que ultimamente estaria a habitar na sua residência, em Olhão.
Durante a investigação foram recolhidos indícios de que a suspeita se “preparava para abandonar a região”, por ter “alterado a sua fisionomia”, cortando o cabelo muito curto, e começado a usar outro tipo de indumentária, mas a PJ acabou por localizá-la e detê-la na noite passada.
“Estamos na presença de um homicídio, um homicídio qualificado, e vai ser presente às autoridades judiciárias competentes, a quem já comunicámos todo o circunstancialismo esclarecido até agora”, tipificou João Garcia.
A detida tem um histórico criminoso associado à violência doméstica e estava a cumprir uma pena de prisão desde 2021.
A Polícia Judiciária só entrou em ação quando foi dada a notícia do desaparecimento da vítima, desconhecendo o histórico social familiar de discussão e de conflito entre a mãe e a filha.
A vítima foi encontrada já cadáver, soterrada num canteiro de uma varanda na sua residência, em Olhão, com “evidentes sinais de morte violenta”, concluiu João Garcia.