Sociedade

Prisão preventiva e domiciliária para suspeitos de violação e gravação do crime em Portimão

Foto - PJ (Facebook)
Foto - PJ (Facebook)  
Um dos dois suspeitos de violarem uma jovem e gravado o crime, em dezembro, em Portimão, ficou em prisão preventiva, enquanto o outro ficou obrigado a permanecer na habitação, disse hoje à Lusa fonte da Polícia Judiciária (PJ).

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Os dois jovens, de 18 e 19 anos, foram detidos na terça-feira pela PJ e estão indiciados pelos crimes de violação consumada e tentada e de gravações e fotografias ilícitas da vítima, de 24 anos, indicou a polícia.

Segundo a PJ, os crimes ocorreram em 14 de dezembro de 2025, numa casa em Portimão, na sequência de uma festa de aniversário de um dos residentes da habitação.

A vítima foi dormir após o evento terminar e, instantes depois, os dois suspeitos entraram no seu quarto, tendo um deles consumado a violação, enquanto o outro filmava o ato sexual, especificou a PJ em comunicado.

Ainda de acordo com a polícia, os dois homens trocaram depois os papéis e "o que filmava tentou violar a mulher, não o tendo conseguido", porque a vítima, "num ato desesperado, conseguiu afastá-lo", tendo os agressores abandonado depois a casa.

A investigação foi iniciada no próprio dia e levou à recolha de "relevantes elementos probatórios, fortemente indiciadores dos crimes praticados", refere a PJ, acrescentando que apreendeu também o telemóvel usado para "a gravação e a recolha de imagens ilícitas".

Os detidos foram ouvidos na terça-feira à tarde em primeiro interrogatório judicial, tendo o Tribunal de Portimão aplicado a um suspeito a prisão preventiva, a medida de coação mais gravosa, e ao outro, a obrigação de permanência na habitação (prisão domiciliária).