Segundo Diogo Serra, trata-se de um orçamento "claramente insuficiente para responder às múltiplas problemáticas municipais num contexto cada vez mais exigente e multissetorial. É um orçamento de contenção, sem visão estratégica, sem ambição e sem qualquer espaço para a inovação ou para a criação de valor" e que "não faz jus à responsabilidade nem à dimensão de Faro enquanto capital do Algarve".
O responsável entende que o potencial de crescimento, modernização e competitividade inter-regional da cidade fica "amarrado a um plano orçamental limitativo, resultado direto de cortes de 29 milhões de euros em projetos e investimentos estruturantes previstos para 2026".
Já no âmbito familiar, entende que as famílias farenses esperavam uma "mudança notável" no que consta a cargas fiscais e despesas gerais. Reconhecendo que, apesar de o IRS municipal descer 0,5%, "não existe reforço notável ao incentivo familiar, nem criação de programas sociais para redes familiares". Também a aprovação da nova subida na tarifa de água em Faro para 2026 "sobrecarrega, novamente, as famílias".
Para Diogo Serra, "a discrepância entre o discurso eleitoral e a execução efetiva demonstra a ausência de uma estratégia séria e credível para responder a um dos maiores problemas que afetam as famílias farenses", defende, por isso, "um orçamento verdadeiramente atento às necessidades reais das famílias farenses, inovador nas políticas públicas e orientado para áreas estruturantes da prosperidade local, como a educação, a carga fiscal justa, a habitação acessível e os apoios sociais justos e eficazes".
Termina referindo que Faro "arrisca-se a perder o futuro das suas famílias e, com elas, a capacidade de dinamizar a economia local, promover a inovação e criar oportunidades reais para as próximas gerações".