Em nota emitida hoje, a Junta de Freguesia de Quarteira refere que de forma a minimizar as consequências sociais na comunidade, foram implementadas várias ações de prevenção, de intervenção e de apoio direto e indireto à população.
O papel ativo no apoio social à comunidade, por parte das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS’S), através dos técnicos e funcionários que nelas trabalham todo o ano, e ainda mais nesta fase de pandemia, é para Telmo Pinto, Presidente da Junta de Freguesia (JF) de Quarteira, motivo de reconhecimento: «este momento menos bom, decorrente da epidemia de Covid-19, tem-nos abalado fortemente e tem exigido um enorme esforço de resiliência. Preocupa-me, ao olhar para o aumento significativo do número de desempregados que temos neste momento e saber que há famílias a passarem muitas dificuldades. Neste novo contexto ainda mais exigente, o trabalho incansável e o esforço notável destas instituições e dos seus colaboradores, no apoio à população tem se multiplicado vezes sem conta, prestando um serviço inestimável aos que mais necessitam».
Através do trabalho conjunto e disponibilidade da JF de Quarteira e da Câmara Municipal de Loulé, no apoio direto ou indireto às Instituições de Solidariedade, foi possível ampliar desde março, as respostas sociais, especialmente no que toca aos planos alimentares, entregas de bens, medicamentos e ainda no apoio socioeconómico à população, para fazer face ao momento particularmente difícil para a sociedade de uma forma em geral.
O apoio a nível alimentar, foi estruturado em parceria e em articulação com as diversas IPSS’s, escolas e associações da freguesia, bem como pontualmente, por empresas privadas e particulares. A articulação e o trabalho conjunto de proximidade, no apoio com bens alimentares e outros bens essenciais, aos mais carenciados identificados na rede de apoio interinstitucional da freguesia, têm abrangido "várias ações, para fazer face ao aumento significativo de pedidos de ajuda".
A Junta de Freguesia de Quarteira refere ainda que reforçou os apoios à rede, não só financeiramente, como também através da aquisição de bens alimentares, transporte e ajuda logística aos pedidos extraordinários que chegam diariamente.
Face ao momento atual, e aos pedidos de ajuda, por parte das famílias mais carenciadas ou em isolamento, desempregados ou trabalhadores em regime de lay off, idosos sem possibilidade de deslocação, bem como noutras situações que carecem
de atenção, as instituições da rede - Fundação António Aleixo, Banco Alimentar Contra a Fome, Associação Mãozinhas Solidárias, Centro Paroquial de Quarteira- Refeitório Social, Maps - Projeto Cuida-Te, Fundo de Auxílio Europeu às pessoas mais carenciadas (FEAC) e Escolas da Freguesia, para dar apoio não só a nível alimentar, através da confeção e distribuição de refeições diárias, como na entrega de cabazes de alimentos e bens essenciais.
Foram criadas do zero, cantinas específicas, a funcionar sete dias por semana, para poder oferecer refeições diárias aos mais necessitados. Outras instituições que serviam apenas alimentos não confecionados, passaram a servir também refeições completas com complementos extra, para colmatar estas novas carências.
Consoante a instituição, verificaram-se aumentos entre os 50% e os 100%, quer na oferta de refeições, quer na entrega de cabazes de alimentos e bens essenciais às famílias.
Segundo Telmo Pinto, «é muito importante manter este empenho, compromisso e esta solidariedade. Acredito que muito em breve voltaremos à normalidade. Temos vivido tempos difíceis, fomos colocados à prova, mas a nossa esperança dá-nos a resistência para continuar e ultrapassar. A atitude de cada um de nós será decisiva. A trabalhar em conjunto, em equipa, ultrapassaremos mais facilmente esta recente realidade temporária», conclui.