A mesa redonda foi composta por João Rego, chefe de gestão da divisão de Mobilidade da Câmara Municipal de Portimão, Ana Alves, diretora do agrupamento de Escolas Nuno Mergulhão, Rui Mesquita, coordenador do projeto "Smart Cities" e Luís Brito, presidente e diretor executivo da associação Teia D'Impulsos.
O primeiro interveniente, João Rego, arquiteto de formação, abordou o tema de um ponto de vista urbanístico e de infraestruturas, referindo que as infraestruturas existentes vão acusando algum desgaste devido ao aumento da população. Na sua opinião, acha que o Município "está no bom caminho", tendo já feito algumas intervenções em passeios e em outros espaços comuns de forma a melhorar os acessos e a qualidade de vida dos cidadãos.
A professora Ana Alves, partilhou o seu ponto de vista na área da Educação, constatando que a escola é um espaço inclusivo e que recebe todos os alunos, independentemente da sua origem ou limitações, adaptando-se para o efeito a novas culturas, linguagens e necessidades. Afirmou que apesar de ainda não serem 100% inclusivos, a escola tem tido desenvolvimentos na área, dando como exemplo o facto de no seu agrupamento escolar existirem alunos de 38 nacionalidades distintas.
Já Rui Mesquita começou por dizer "Que não existe uma definição de Smart City que gere concordância", mas na sua opinião a Smart City é uma ferramenta de gestão que tem como principal objetivo a felicidade dos cidadãos. Do seu ponto de vista, uma cidade só pode ser inteligente, se for sustentável e inclusiva e que de alguma forma a tecnologia pode fazer com que as pessoas se incluam umas às outras.
Para concluir, Luís Brito focou-se na sua experiência profissional enquanto professor e presidente de uma associação, disse que "não existem cidades 100% inclusivas" e que para alcançar o objetivo de uma sociedade inclusiva, a aposta deverá passar pela formação logo desde o início, existindo um papel muito importante a desempenhar por todos para existir esta transformação. Na sua opinião, é fundamental um planeamento estratégico sobre este assunto que deverá começar nas escolas e na educação. Realçou ainda, a necessidade de partilha de informação sobre a inclusividade.
A próxima sessão do Teia D'Ideias está marcada para dia 4 de dezembro, com o tema "Como nos vamos mover no Algarve do futuro?"