"Hoje não há mesmo escola": é este o lema da iniciativa levada a cabo por pais e encarregados de educação de um agrupamento em Portimão. Nas escolas Júdice Fialho, Pedra Mourinha e Chão das Donas, esta terça e quarta-feira, 17 e 18 de janeiro, as crianças ficam em casa.
À revista
SÁBADO, Patrícia Conceição, presidente da direção da Associação de Pais do Agrupamento de Escolas Júdice Fialho, explicou que a iniciativa surgiu no decorrer de uma Assembleia Geral Extraordinária, em que estiveram presentes mais de 110 encarregados de educação e se planeava ouvir as preocupações dos pais e fazer uma votação face ao contexto de greve.
Patrícia Conceição diz que, no caso destes escolas de Portimão, os encarregados de educação "apoiavam a causa" e compreenderam que "os professores estavam a lutar por uma escola pública melhor", mas estavam "descontentes com o molde de protesto". "Havia dias em que tinham aulas, dias em que não tinham. Dias que era só de manhã e dias que era à tarde. Isto estava a criar muita instabilidade e uma grande dificuldade dos pais em gerir horários. Houve mesmo quem nos chegasse a dizer que não tinha uma solução", explicou.
A também encarregada de educação, avançou que, nestas três escolas, o "corpo docente é estável, mas o mesmo não acontece com o pessoal não docente". A falta de funcionários faz com que os pais ponham em causa "a segurança dos alunos, a garantia de acompanhamento nos refeitórios e a devida limpeza dos espaços escolares". Ao mesmo tempo, decidiram avançar com um abaixo-assinado e enviar as reivindicações para o município. Segundo disse, estas preocupações não são de agora: "Há muito tempo que falamos nestes problemas com o município e esperamos que esta iniciativa seja mais um elemento para que eles percebam que de facto ainda há muito que se pode melhorar nas nossas escolas", concluiu.