O PMAC-O prevê 17 medidas e 85 ações prioritárias para proteger Olhão das alterações climáticas, reduzindo os riscos de cheias, ondas de calor e secas. Propõe mais espaços verdes, melhor gestão da água, proteção da costa e edifícios adaptados ao calor. Quanto à neutralidade carbónica, aponta 12 medidas e 80 ações prioritárias, para reduzir as emissões e aumentar a sustentabilidade.
“O momento que vivemos em termos climáticos passou a ser o tempo de atuar; as alterações climáticas são aqui e agora”, referiu o vice-presidente do Município de Olhão, Ricardo Calé, na apresentação do documento que será uma “importante base de trabalho para os próximos anos”. O PMAC-O refere, entre outros alertas, que até ao final do século o clima de Olhão será mais quente e mais seco. As temperaturas médias nos meses de verão podem aumentar até 5ºC, tornando os dias de calor extremo mais frequentes; as noites tropicais também serão mais comuns, dificultando o arrefecimento noturno.
O autor do PMAC-O, Sérgio Barroso, garante que “este é um dos planos mais completos a nível nacional e, como tal, extremamente ambicioso”. De acordo com o autor do documento, o nível do mar poderá subir até meio metro, ameaçando as ilhas-barreira e as zonas costeiras e aumentando a erosão das praias. A seca será mais intensa, comprometendo o abastecimento de água em Pechão e Moncarapacho, onde os recursos hídricos estão mais vulneráveis.
O PMAC-O, que agora está em consulta pública, está disponível para consulta presencialmente no Município de Olhão (Balcão Único) ou em https://bit.ly/AcaoClimaticaOlhao.