Sociedade

Pediatra Francisco José criou escultura em homenagem aos profissionais do CHUA

O 4º aniversário do Centro Hospitalar e Universitário do Algarve (CHUA) foi hoje assinalado, na presença do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, entre outros convidados.

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Nas iniciativas programadas, um dos destaques foi para a inauguração de uma escultura realizada em massa moldável, madeira e esferovite de homenagem aos profissionais do CHUA da autoria do pediatra Francisco José, que também presta serviço na unidade de Faro. 
 
Segundo adiantou o autor ao Algarve Primeiro, a escultura foi efetuada a pedido do Diretor Clínico, Horácio Guerreiro, como forma de homenagear todos os profissionais do CHUA, e mais ainda numa fase de combate à pandemia Covid-19. «Foi um desafio que me foi lançado sobre a história da evolução da medicina, que aceitei, e de seguida fui estudar, ler e reler, para conseguir resumir numa peça, a história de mais de 3.000 anos de cuidados de saúde e medicina».
 
Francisco José confessou que a escultura é uma atividade lúdica, entre outras que diz ter, desde o saxofone, passando pela pintura «e porque não a pediatria». 
 
 
O clínico que tem um atelier em casa, explicou que para este trabalho que durou pouco mais de 1 mês a fazer, começou primeiro por estudar a história da medicina, «temos ali o Hipócrates com o coração e o cérebro na mão, foi o início da medicina natural que nós fazemos a chamada medicina cientifica, depois foi surgindo peça por peça, a descoberta do bacilo de Koch, o médico da Peste Negra, o indivíduo da varíola, a mulher da vacina, a grávida que dá à luz de cócoras e chegámos à parte final da peça que simboliza no fundo, o hospital de Faro, a nossa unidade de Cuidados Intensivos e um doente que se salva abraçado aos médicos com esta história do Covid». Dado curioso, é que na base da peça escultórica, constam frases curtas sobre a medicina que vão revelando a sua história até aos dias de hoje. 
 
O médico explicou que normalmente as peças que produz são de coisas reais, «tenho trabalhos em alguns sítios, por exemplo tenho uma peça que fiz para a minha terra, já que sou louletano, e está a beira da entrada do gabinete do Presidente da Câmara de Loulé, representativa da Festa da Mãe Soberana. Tenho outros trabalhos a pedido da autarquia de Loulé, a propósito da Cidade Europeia do Desporto, outro no Museu do Café Delta com o Sr. Nabeiro a tomar um cafezinho, e vários artistas com quem já me encontrei e criei peças para eles, como António Zambujo, Tony Carreira, Mário Laginha e até Carlos do Carmo».
 
Refira-se que a inauguração da obra teve lugar no átrio do edifício central da Unidade Hospitalar de Faro.
 
 
Emídio Santos