Sociedade

Passagem da depressão Marta pelo Algarve com menos ocorrências relevantes do que se previa

Foto - Depositphotos  
As autoridades de proteção civil do Algarve assinalam que a depressão Marta passou pela região com menos ocorrências relevantes do que se esperava, mantendo-se, no entanto, o dispositivo operacional num grau elevado de prontidão.

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“Não temos qualquer situação relevante ou mais significativa. Até ao momento, a situação está melhor do que era espectável”, disse à agência Lusa o comandante regional do Algarve da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Vítor Vaz Pinto.

Este responsável sublinhou que, apesar de não haver até agora casos relevantes, o dispositivo no terreno vai manter o seu grau de prontidão máxima, assegurando o acompanhamento permanente da situação e a pronta resposta a eventuais ocorrências.

Segundo o ponto da situação feito pelas autoridades regionais de proteção civil, a região do Algarve manteve-se sob influência residual dos efeitos associados à depressão Leonardo, bem como da nova depressão Marta, “persistindo condições meteorológicas adversas caracterizadas por precipitação, vento forte e agitação marítima”.

“Não obstante a manutenção deste quadro meteorológico, não se registaram ocorrências relevantes nos municípios da região nas últimas 24 horas, sem impactos significativos ao nível da segurança de pessoas e bens”, lê-se num comunicado.

De acordo com o comando regional, houve, nas últimas 24 horas, 60 ocorrências, envolvendo 196 operacionais, apoiados por 80 meios terrestres.

As principais tipologias de ocorrência registadas vão desde a quedas de árvores (16 ocorrências) até aos movimentos de massa e pequenas derrocadas (6), inundações e acumulação de águas pluviais (7), quedas de estruturas (12) e a limpeza e desobstrução de vias (19).

Por seu turno, o comandante da zona marítima sul da Autoridade Marítima Nacional, Mário Vasco de Figueiredo, disse à Lusa que, até ao momento, não tinha “registo de nenhuma situação digna de relato”.

O capitão do porto e comandante local da Polícia Marítima de Vila Real de Santo António e Tavira, Sérgio Pardal, afirmou que o caudal do Rio Guadiana desceu três metros nas últimas horas, não se notando, por enquanto, o impacto da depressão Marta.

“Ainda bem que assim é. Até ao momento a previsão não se está a verificar”, disse Sérgio Pardal à Lusa.

O comandante local atualizou os números de assistências no Rio Guadiana realizados desde quarta-feira para 42 embarcações e cinco pessoas.

As autoridades de proteção civil também referiram que no Algarve foram retiradas 11 pessoas em Enxerim, no concelho de Silves, e foi evacuado o parque de autocaravanas de Vila Real de Santo António como medida preventiva antes da passagem da depressão Marta.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.