O processo para a construção destes fogos a custos controlados foi formalizado em dezembro de 2021, com a aquisição dos terrenos pelo valor de 3,18 milhões de euros.
Ao Algarve Primeiro, o presidente da Câmara de Olhão adiantou que o visto do Tribunal de Contas diz respeito ao início das infraestruturas do projeto, "que demorará cerca de 6 a 8 meses a fazer, o tempo que lançaremos o concurso para a construção de habitação".
Ricardo Calé explicou que, devido à recente alteração da lei, os projetos de habitação já não necessitam de visto do Tribunal de Contas, pelo que, após esta fase, "dependemos só de nós para avançarmos com a obra".
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Os 40 milhões de euros que serão investidos com recurso a empréstimo bancário dizem respeito à construção de 208 apartamentos. Já as restantes 100 habitações serão concretizadas através de hasta pública, uma solução que a autarquia pretende utilizar "para não perdermos tempo", abrindo o processo a privados ou cooperativas.
Dos 208 apartamentos que integram o investimento municipal, 104 serão para venda. Quanto aos restantes 104, ainda não está definido se serão destinados a arrendamento acessível, uma decisão que dependerá da resposta do Governo, agora que terminou o PRR. Segundo Ricardo Calé, dando continuidade ao programa 1.º Direito, poderá existir essa possibilidade, embora ainda não haja certezas por parte da autarquia. Caso o arrendamento acessível não seja possível, o Município irá optar pela venda da totalidade dos fogos.
O edil explicou que, além da construção de habitação, o investimento pretende criar uma nova centralidade. "No rés-do-chão vamos ter lojas, mas também associações e clubes que, ao longo dos últimos anos, têm pedido espaços para as suas sedes", afirmou. O projeto contempla ainda um parque de estacionamento subterrâneo com dois pisos, criando mais uma bolsa de estacionamento em Olhão, "permitindo que os cidadãos tenham acesso rápido e facilitado às lojas, à Rua do Comércio e aos mercados". Para Ricardo Calé, esta intervenção contribuirá para "dar uma nova vitalidade à baixa da cidade".
MetroBus deverá ficar associado a novo parque de estacionamento
Relativamente ao projeto MetroBus, inicialmente previsto para arrancar junto à nova zona habitacional e que prevê a ligação a Faro, à Universidade do Algarve e ao Parque das Cidades, envolvendo os municípios e a CCDR Algarve, o autarca revelou que existe um novo entendimento, que passa pela criação de um grande parque de estacionamento de "longa duração" na zona poente de Olhão, atrás do Lidl e do Continente, local onde deverá chegar o MetroBus.
"Achamos que as carreiras de grande dimensão, rodoviárias ou outras, não devem entrar na zona histórica da cidade, mas sim através de meios de circuito urbano que temos ou de mobilidade leve, com percursos acessíveis para que as pessoas possam chegar ao centro de forma segura e relativamente rápida", explicou. O autarca adiantou que esta intenção já foi transmitida à CCDR Algarve.