O projeto, que pretende reforçar a resiliência do Algarve face às alterações climáticas e à escassez de água, permitirá transformar a água do mar em água potável, "com vista a contribuir para um abastecimento mais estável e seguro, particularmente numa região reconhecidamente vulnerável a fenómenos de seca", assinala a Águas do Algarve em comunicado.
De acordo com a APA, esta decisão surge na sequência da conclusão da apreciação dos elementos prévios ao início da obra, no âmbito da Decisão de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (DCAPE), emitida a 25 de novembro de 2025, que determinou a viabilidade da infraestrutura, condicionada ao cumprimento de um conjunto rigoroso de medidas de mitigação, minimização, monitorização e compensação ambiental.
Numa primeira fase, a infraestrutura terá capacidade para produzir até 16 hectómetros cúbicos de água por ano, podendo ser ampliada futuramente para 24 hectómetros cúbicos por ano.
Do ponto de vista da sustentabilidade, a Águas do Algarve assegura que a infraestrutura foi concebida para minimizar os impactes sobre os ecossistemas marinhos e terrestres.
A construção deverá iniciar-se na próxima semana, prevendo-se que a infraestrutura entre em funcionamento em 2028.
A Águas do Algarve, entidade responsável pelo sistema multimunicipal de abastecimento de água e saneamento na região, irá assegurar a articulação com o sistema existente, "garantindo que esta nova origem de água contribua de forma eficiente, segura e sustentável para o abastecimento público".
O investimento será executado pelo consórcio ACE, formado pelas empresas Luságua – Serviços Ambientais, S.A., Aquapor – Serviços, S.A. e GS Inima Environment, S.A.U.
Ontem, foi assinado o auto de consignação da empreitada.