Dicas

Não se deixe afetar pelos comportamentos dos outros. Siga estas dicas

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É praticamente impossível conviver com alguém sem que nos deixemos afetar pelo seu comportamento.

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Dalai Lama diz habitualmente que não devemos permitir que o comportamento do outro nos retire a paz, no entanto, a ciência reafirma a dificuldade que existe em fazermos uma proteção pessoal que permita que tal se processe.

Num qualquer ambiente, seja ele pessoal, familiar ou social, somos influenciados pelo humor dos outros, pelas suas expectativas e também pelas nossas, pelos seus comportamentos mais ou menos agressivos, modo de estar e daí por diante.

Estas situações podem provocar-nos desânimo pelo que ouvimos ou, pelo contrário, motivar-nos quando recebemos um comentário positivo, o que leva a que todos tenhamos o poder de decidir com quem queremos e gostamos de conviver e rejeitar quem se apresenta com comportamentos tóxicos ou destrutivos, afirmam os cientistas em comportamento humano.

É importante ter em conta que não temos o controlo sobre tudo e, ainda menos, sobre o comportamento dos outros. Ninguém muda outra pessoa, simplesmente pode definir os seus limites e não permitir que aqueles com quem convive lhe retirem a paz, o respeito e o bem-estar.

Partindo da base de que os nossos sentimentos modificam-se em função dos comportamentos daqueles com quem contactamos, torna-se imperioso que façamos uma análise pessoal, que tomemos consciência do que podemos ou não aceitar e que desenvolvamos o autoconhecimento necessário para que nos posicionemos melhor nas relações que estabelecemos.

A psicologia deixa as seguintes recomendações para que se proteja melhor da influência dos outros:

• Focar-se apenas naquilo que pode controlar (pensamentos, emoções e ações) e aceitar o que não pode (ações, pensamentos e sentimentos dos outros).

• Não pense que os comportamentos dos outros são direcionados para si. As outras pessoas refletem as suas lutas internas, os seus dramas, traumas, conflitos e inseguranças e não um ataque pessoal.

• Estabeleça limites claros: defina o que é aceitável e afaste-se física e emocionalmente de quem não lhe faz bem.

• Adote uma postura neutra, tentando não envolver-se em discussões infundadas para evitar receber “a carga” negativa dos outros; não se exponha demasiado com quem não merece a sua confiança, não abra a porta a críticas destrutivas e defina muito bem o que deve ou não aceitar numa convivência sem que se apegue demasiado às situações, pois só assim conseguirá permanecer mais calmo, lúcido e capaz de reagir fria e cautelosamente.

Por fim, a ciência sublinha que o ser humano será sempre influenciado pelo comportamento dos outros, seja no trânsito, na fila de supermercado, num almoço de família ou no seio de um casal; no entanto, é possível aprender a gerir as emoções de modo a manter uma postura mais equilibrada, evitar reagir impulsivamente e perder o controlo. Parar, escutar e olhar para nós próprios, sem perder de vista o outro, ajuda-nos a ganhar tempo e espaço para decidir qual é a melhor atitude a tomar.

Refletir sobre o que nos aconteceu também ajuda a que consigamos relativizar o seu impacto e a admitir que o outro não esteve bem, mas que nós até conseguimos evitar o conflito.

Ao mesmo tempo, perguntar aquilo que precisamos de saber, contactar as pessoas e dialogar ajuda-nos a reduzir o stress e a ansiedade que poderiam resultar do medo, da insegurança e da dúvida de não saber o que está a acontecer ou de obter uma resposta a um pedido, a uma chamada ou mensagens. Acima de tudo, temos de partir da nossa estabilidade e respeito pessoal para que consigamos respeitar e aceitar os outros tal como são e decidir que tipo de relação estamos dispostos a estabelecer com cada um, bem como as suas consequências e compensações.