Integrada nas comemorações dos 132 anos do Museu Municipal de Faro, a exposição apresenta cerca de sete dezenas de obras, maioritariamente provenientes da coleção de Miguel Duarte, médico algarvio e colecionador que reuniu, ao longo de vários anos, um significativo acervo artístico.
A este conjunto juntam-se obras da coleção de Hugo Batalha, num diálogo artístico e patrimonial entre dois colecionadores algarvios unidos pela amizade e por uma profunda dedicação à cultura.
Com curadoria de Raquel Henriques da Silva, uma das mais prestigiadas historiadoras de arte portuguesas, a exposição começa no Naturalismo, com obras que evidenciam a atenção à paisagem, à arquitetura e à figura humana, reunindo nomes maiores como Silva Porto, Marques de Oliveira, Aurélia de Souza, João Vaz e Falcão Trigoso. Neste núcleo destaca-se também a presença de Mário Augusto, com composições paisagísticas ligadas ao universo rural.
No núcleo dedicado ao Modernismo, a mostra reúne retratos, paisagens e composições de figuração marcadas por novas linguagens e experiências estéticas, com autores como António Soares, Júlio Santos e Bernardo Marques. A este conjunto junta-se, da coleção de Hugo Batalha, uma obra de Smith, representando uma Nossa Senhora, evocativa do ambiente das cerimónias religiosas lisboetas.
Entre os destaques da exposição encontra-se ainda um pomar, datado da adolescência do artista, até agora desconhecido do respetivo catálogo raisonné, facto de particular relevância para o estudo e investigação da história da arte em Portugal.
No núcleo do Surrealismo, a exposição amplia o seu alcance estético e narrativo com a presença de autores como Cândido Costa Pinto e Cruzeiro Seixas.
A mostra estará patente no Museu Municipal de Faro até 20 de setembro de 2026.