Ambiente

Municípios algarvios querem combater planta invasora erva-das-pampas

Foto - AMAL
Foto - AMAL  
Os municípios do Algarve vão aderir à Estratégia Transnacional de luta contra a erva-das-pampas, planta invasora responsável por perdas de biodiversidade, degradação da paisagem e impactos económicos e ambientais na região, foi hoje anunciado.

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A decisão foi tomada na passada sexta-feira, durante a reunião do Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), associação que agrega os 16 municípios do distrito de Faro, esta entidade em comunicado.

Segundo a AMAL, a ‘Cortaderia selloana’, conhecida como erva-das-pampas ou capim-das-pampas, é uma das espécies invasoras com maior expansão em Portugal, causando “impactos negativos no turismo devido à degradação das paisagens naturais, exigindo medidas de controlo com elevados custos económicos”.

Originária das regiões temperadas da América do Sul, a planta que pode alcançar os três metros de altura, “provoca problemas de alergias e impede o desenvolvimento de vegetação autóctone", refere a associação de municípios algarvios.

A proliferação da planta provoca ainda “a perda de conectividade de habitats para a fauna e reduz a produtividade de pastos e florestas”, lê-se na nota.

Para travar a propagação da espécie, a AMAL vai aderir ao projeto “Life Coop Cortaderia”, procurando reforçar os conhecimentos e os meios técnicos dos municípios e de outras entidades no controlo da planta invasora, sublinha a entidade intermunicipal.

A estratégia prevê a partilha de ferramentas e conhecimentos para melhorar a eficácia das ações de controlo, vigilância e deteção precoce desta espécie invasora.

O projeto reúne atualmente mais de 180 entidades parceiras de Portugal, Espanha e França, envolvidas em iniciativas de sensibilização, monitorização para deteção precoce e erradicação da espécie invasora.