Em comunicado, o Autódromo Internacional do Algarve revela que o estudo, desenvolvido pela EY-Parthenon para a Parkalgar, concluiu que a prova disputada no Autódromo Internacional do Algarve registou cerca de 166 mil entradas e recebeu adeptos de 70 países. Com 40% dos espectadores provenientes do estrangeiro, o evento reforçou a sua dimensão internacional e o posicionamento de Portugal como destino de referência para o desporto motorizado.
Na distribuição por mercados, Portugal representou 60% dos espectadores, seguindo-se França (12%) e Espanha (8%). Entre os visitantes não europeus, os maiores contingentes chegaram dos Estados Unidos (26%), do Canadá (21%) e do Brasil (16%), evidenciando a capacidade do MotoGP para mobilizar públicos oriundos de mercados de longa distância.
A análise evidencia também a capacidade do evento para gerar estadias turísticas relevantes no destino. Os visitantes do norte da Europa apresentam os períodos médios de permanência mais elevados, com destaque para a Finlândia (7,4 noites), a Dinamarca (7 noites), o Luxemburgo (6,7 noites) e a Alemanha (6 noites).
Este efeito é igualmente visível na atividade turística regional. Segundo os dados analisados pela EY-Parthenon, no mês em que se realizou o MotoGP, o crescimento das dormidas e do número de hóspedes nos municípios próximos do circuito foi significativamente superior ao registado ao longo do restante ano, em particular em Portimão e Lagoa.
Em matéria de despesa turística, os maiores valores médios em território nacional foram registados pelos visitantes da Dinamarca (3.732 euros por pessoa), da Suécia (2.636 euros) e da Colômbia (2.583 euros). O estudo conclui ainda que os visitantes oriundos de países mais distantes tendem a permanecer durante mais tempo no destino e a apresentar níveis de despesa superiores, sobretudo em alojamento e alimentação fora do recinto.
O alojamento e a alimentação fora do recinto constituem, precisamente, as duas categorias de despesa com maior relevância para a economia portuguesa, com médias globais de 438 euros e 326 euros por visitante, respetivamente.
Em termos económicos, as despesas do público geraram mais de 32 milhões de euros em receita fiscal para o Estado português.
“Os resultados deste estudo confirmam aquilo que temos vindo a observar ao longo dos últimos anos: o Autódromo Internacional do Algarve e o MotoGP são ativos estratégicos para o Algarve e para Portugal. A realização da prova em época baixa permite gerar procura turística num período em que isso é especialmente importante para a região, ao mesmo tempo que reforça a projeção internacional do destino. O evento atrai visitantes de dezenas de países, gera estadias mais prolongadas e cria impacto económico para um conjunto muito alargado de empresas ligadas ao turismo e aos serviços”, afirma Jaime Costa, CEO do Autódromo Internacional do Algarve.
O Grande Prémio de MotoGP Portugal regressa ao Autódromo Internacional do Algarve já nos próximos dias 20, 21 e 22 de novembro.