O relatório da ANSR referente à sinistralidade rodoviária diária dá conta de que entre 01 de janeiro e 06 de abril ocorreram 41.045 acidentes nas estradas portuguesas, mais 5.393 do que mesmo período do ano passado, quando tinham sido contabilizados 35.652 desastres.
Segundo a ANSR, os 41.045 acidentes provocaram 133 vítimas mortais (mais 35), 573 feridos graves (mais dois) e 9.998 feridos ligeiros (menos 317).
Nestes números estão já incluídas as 20 pessoas que morrerem nas estradas portuguesas em acidentes durante o período da Páscoa.
Segundo a Segurança Rodoviária, o distrito com mais acidentes este ano é o Porto, com 7.381, seguido de Lisboa (6.887), Aveiro (3.633), Braga (3.563) e Setúbal (3.425), enquanto Portalegre (372), Bragança (408), Guarda (505) e Évora (564) são os que registaram menos desastres este ano.
Os distritos com maior número de vítimas mortais são Lisboa, com 19, Santarém (16), Porto e Leiria, com 14 mortos cada, e Aveiro (10). Guarda, Bragança e Castelo Branco registaram o menor número, com um morto cada um.
Os dados provisórios da ANSR dizem respeito às vitimas mortais cujo óbito foi declarado no local do acidente ou a caminho do hospital.
Depois de serem conhecidos os resultados da operação Páscoa, o Ministério da Administração Interna (MAI) anunciou que vai apresentar em breve um pacote de medidas estratégicas relacionadas com a segurança rodoviária.
Para o MAI, “a resposta a este flagelo tem de ser conjunta”, uma vez que a segurança rodoviária “exige um esforço e um compromisso de todos: do Estado, das autarquias, das entidades públicas e privadas e de cada cidadão”.
Apesar do esforço das campanhas de sensibilização e fiscalização rodoviária e da melhoria das condições de segurança das infraestruturas e dos veículos, “confirma-se a persistência de comportamentos de risco: condução sob o efeito de álcool, excesso de velocidade e o uso indevido do telemóvel durante a condução”.
“É preciso ir mais longe noutras matérias, que influenciem diretamente o comportamento do condutor, criando um ambiente rodoviário seguro”, segundo o MAI.
Está anunciada desde 2021 a Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária, que tem como meta reduzir em 50% os mortos e feridos graves nas estradas portuguesas até 2030, mas até agora ainda não foi concretizada, apesar de ter chegado a ser apresentado um documento pelo anterior Governo socialista.
Em fevereiro, o presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária indicou que a Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária entraria brevemente em consulta pública e contempla 40 medidas em áreas como álcool e fiscalização.
A Lusa contactou a ANSR para obter um comentário sobre o número de mortos registados durante o período da Páscoa, bem como as vítimas mortais deste ano, uma vez que se tem verificado um aumento, mas não obteve resposta até ao momento.