Sociedade

Ministra Ana Abrunhosa abriu IX Feira da Dieta Mediterrânica com mensagem de sustentabilidade

A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, presidiu esta quinta-feira, em Tavira, à cerimónia de abertura da IX Feira da Dieta Mediterrânica, que decorre até domingo.

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O programa deste ano, reflete o trabalho de parceria alargada que tem vindo a ser desenvolvido, desde a primeira edição do evento. Ana Paula Martins, presidente da Câmara de Tavira, realçou o facto de este ano, comemorar-se o 10.º aniversário da aprovação da inscrição dos sete países que apresentaram a candidatura da Dieta Mediterrânica a Património Cultural Imaterial (PCI) da Humanidade, pela UNESCO, na cidade de Baku, Azerbaijão, a 4 de dezembro de 2013. 
 
 
 
Apesar de Tavira ser a comunidade representativa da Dieta Mediterrânica de Portugal, a autarca frisou o empenho de todo o Algarve no desenvolvimento do projeto «temos cumprido o compromisso com a UNESCO, de identificar, documentar e valorizar todo este património, de práticas, tradições e saberes, salvagurda-lo e transmitido às gerações vindouras». A responsável lembrou que o trabalho dessa passagem de saberes, já foi editado através de um livro infantil sobre a Dieta Mediterrânica, foi feita uma lancheira com lanches saudáveis, um jogo com cartas de memória sobre a dieta, os alimentos do mês em parceria com a Escola de Hotelaria e Turismo e com o ACES Sotavento, de forma a promover os produtos da época. 
 
A presidente do Município lembrou o trabalho das restantes entidades envolvidas, começando pela associação In Loco, «que criou a Rota da Dieta Mediterrânica, a CCDR que desde o início fez as candidaturas e permitiu que a feira fosse uma realidade, a promoção do turismo gastronómico pela RTA, as visitas guiadas no CEAT de Tavira pela Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve, o trabalho das "gentes do mercado" feito pela Direção Regional de Cultura do Algarve, os inúmeros documentos produzidos pela Universidade do Algarve sobre a dieta, tudo isto foi um trabalho feito ao longo destes 10 anos, e quero hoje agradecer a todos os parceiros».
 
 
A ministra da Coesão Territorial, fez questão de enfatizar que a Dieta Mediterânica «é um legado de tradições e de gastronomia, cultura e saúde, que diferentes e antigas civilizações nos deixaram e que marca um estilo de vida saudável». Ana Abrunhosa entende que a Dieta Mediterrânica é cada vez mais uma necessidade, «não só porque temos um problema de obesidade na nossa população, na Europa temos um problema de alimentação, até porque, as crises que atravessámos com a pandemia, a guerra ou a inflação, leva muitas famílias a consumir produtos de alimentação que não são hábitos saudáveis e por vezes opta-se por uma alimentação mais fácil, que nem sempre é uma alimentação mais económica e que não é certamente uma alimentação mais saudável».
 
A governante lembrou que a Dieta Mediterrânica é uma alternativa às novas formas de alimentação, e que a Organização das Nações Unidas, considera a Dieta Mediterrânica como uma dieta amiga do ambiente, «uma vez que promove uma agricultura que consome menos água, menos sol, que produz menos carbono, a que melhor preserva a biodiversidade, sendo a mais resiliente às alterações climáticas», explicou.  
 
 
Até domingo, a feira da Dieta Mediterrânica, dará a oportunidade de "viajar" pelos sabores mediterrânicos nos restaurantes instalados na Praça da Convivialidade, junto ao Castelo da cidade, e nos 18 restaurantes do concelho que prepararam menus mediterrânicos.
 
No local do certame encontra o espaço institucional com a presença de outros países, instituições nacionais, regionais e locais, de diversos patrimónios culturais imateriais classificados pela UNESCO, expositores de artesanato e produtos tradicionais, mostras botânicas e de sementes, restauração, demonstrações gastronómicas, provas e petiscos, música portuguesa e mediterrânica com concertos ao vivo da Argélia, França, Espanha, Marrocos e Itália. O programa inclui oficinas, danças tradicionais e outras artes performativas, exposições ou visitas ao património natural.
 
 
 
Nos espetáculos, esta sexta-feira, a fadista Carla Pires e o instrumentista do cavaquinho, Daniel Pereira Cristo, apresentam “Da raiz ao Fado”, no palco da lota. No palco do Castelo, é a vez dos “Barrut” de França. No Jardim do Coreto, “Iskraria” de Itália e, na Praça da República, a espanhola Estrella Morente.
 
No sábado, os “Diabo a Sete”, no espaço da lota. O “Duo Brotto Raibaud” de Espanha, no Jardim do Coreto. Os “Global Gnawa” de Marrocos, no palco do Castelo e Camané com a Orquestra do Algarve, na Praça da República.
 
A finalizar, no domingo, dia 10, “Os Ganhões de Castro Verde” e Paulo Ribeiro apresentam “O Cante não cai do céu”, no palco da lota. No palco do Castelo atua “Lemma” da Argélia e, na Praça da República, Carolina Deslandes.