Segundo um comunicado do Comando Regional de Emergência e Proteção Civil (CREPC) do Algarve, as ocorrências foram registadas entre as 12:00 de domingo e as 12:00 de hoje, em vários dos 16 concelhos do distrito de Faro, “sem registo de vítimas”.
As operações envolveram 119 operacionais, apoiados por 47 meios terrestres, em trabalhos de limpeza e desobstrução de vias (oito), movimentos de massa (cinco), queda de estruturas (cinco), acumulação de águas pluviais (três), quedas de árvores (três) e um salvamento terrestre, especificou a Proteção Civil.
“As ocorrências registaram-se em vários municípios da região, e foram todas prontamente resolvidas no âmbito municipal, sem necessidade de reforço externo aos municípios e sem impactos significativos na segurança de pessoas e bens”, lê-se na nota.
A entidade regional do Algarve da Proteção Civil recorda que em virtude da “situação meteorológica adversa” encontram-se ativados os mecanismos de coordenação institucional e operacional, decorrentes da declaração de situação de contingência que vigora até às 23:59 de domingo.
Os municípios de Silves, Monchique, Vila Real de Santo António, Alcoutim e Castro Marim têm ativos os seus planos municipais de Emergência e Proteção civil, estando o concelho de São Brás de Alportel em situação de alerta.
A situação de contingência foi também declarada pelos municípios de Silves, Vila Real de Santo António, Alcoutim e Castro Marim.
Os planos preveem o pré-posicionamento de equipas de intervenção, o condicionamento de vias municipais suscetíveis de risco, o encerramento de estabelecimentos escolares e suspensão de transportes escolares.
Face às condições meteorológicas adversas previstas para os próximos dias caracterizadas por precipitação, vento forte e agitação marítima, o dispositivo regional de Proteção Civil “mantém-se em estado de prontidão máxima, assegurando a monitorização contínua da situação e a pronta resposta a eventuais ocorrências”, conclui o CREPC do Algarve.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até ao dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.