A candidatura de Loulé para ser a capital da Cultura em Portugal em 2028 foi hoje apresentada numa reunião interna realizada no Cineteatro Louletano, que contou com a presença do executivo municipal, dos trabalhadores da área da Cultura e dos embaixadores, adiantou o município numa nota enviada à agência Lusa.
A câmara algarvia considerou que “o trabalho desenvolvido nos últimos anos no concelho e a Estratégia Municipal da Cultura 2034 são pontos fortes” da candidatura, que conta com três personalidades algarvias como embaixadores e o apoio da Região de Turismo do Algarve (RTA), da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) e da Universidade do Algarve (UAlg).
“O trabalho já vem de trás, o objetivo é reforçar a atratividade anual do Algarve e ao mesmo tempo fazer da cultura o pilar do desenvolvimento da região. Pretendemos que olhem para nós de uma outra forma e que percebam que a sul também há cultura todo ano. É também um convite para visitar o Algarve e dar a conhecer a cultura algarvia de janeiro a dezembro de 2028”, afirmou o presidente da Câmara de Loulé, Telmo Pinto (PS).
O apoio que o município de Loulé tem dado à área da Cultura é também um “ponto forte” da candidatura, porque permitiu colocar a Cultura a “fazer parte da vida das pessoas”, considerou o autarca, salientando que o apoio do município ao movimento associativo cultural fez as associações no concelho crescerem de 19, em 2013, para 42, em 2026.
O projeto participativo da Estratégia Municipal da Cultura 2034, iniciado em 2024 para promover o desenvolvimento cultural do município, com “vários investimentos e melhoramentos nas estruturas existentes”, é outro dos suportes da candidatura de Loulé, segundo a autarquia.
A reabilitação urbana feita com o projeto o Quarteirão Cultural de Loulé, que engloba o antigo Convento do Espírito Santo, o Castelo de Loulé e área adjacente e teve a primeira fase inaugurada em 2022, com os Banhos Islâmicos e a Casa Senhorial dos Barreto, a classificação do Geoparque Algarvensis como património da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), juntamente com Silves e Albufeira, também são mencionados como pontos de destaque da candidatura.
O projeto da Capital Portuguesa da Cultura foi anunciado em dezembro de 2022 pelo então ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, que retomou a ideia do início do século, quando foram capitais nacionais da cultura Coimbra e Faro.
A primeira edição teve lugar em Aveiro em 2024, a segunda em Braga, em 2025, seguiu-se Ponta Delgada, cidade da ilha de São Miguel, este ano, e em 2027 será a vez de Évora.
Em janeiro, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, anunciou que o projeto iria continuar em 2028. O prazo de candidatura abriu em 30 de abril, durante 150 dias, e a cidade vencedora para 2028 será conhecida a 09 de dezembro de 2026.
À semelhança das edições anteriores, a Capital Portuguesa da Cultura contará com uma dotação financeira estatal de um milhão de euros (Ponta Delgada teve um acréscimo de 300 mil euros devido à insularidade).
Já anunciaram a intenção de concorrer a Capital Portuguesa da Cultura em 2028, além de Loulé, cidades como Guarda, Leiria, Óbidos, Setúbal e Amarante.