A 7 de novembro, estreia em Loulé a peça “Deve Haver Mais Qualquer Coisa”, da associação Folha de Medronho. Uma coprodução da associação e do Cineteatro Louletano, com o apoio da Câmara Municipal de Loulé e do Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais (GEPAC).
Será no Cineateatro Louletano, às 17:00, tendo os bilhetes o custo de 5€ cada. Pode fazer a reserva dos mesmos via chamada telefónica (289 414 604), e-mail (
[email protected]) ou adquirir online na BOL (
aqui).
Trata-se de uma peça com base no livro do escritor espanhol MAx Aub, “Manifesto corvo”.
Adaptado por Helena Malaquias, é de João de Mello Alvim a responsabilidade da encenação e espaço cénico, contando com as interpretações de Alexandra Diogo e Mariana Vasconcelos.
SINOPSE:
Este espectáculo é o testemunho de um Corvo, do que viu, incrédulo, no campo de concentração onde habitou, em Vernet, França. O mesmo campo onde Max Aub esteve preso, nos anos 40.
Aub sobreviveu, e através de Manuscrito Corvo – memórias que o Corvo fez questão de fixar, e que aqui adaptámos para duas actrizes – Aub mostra-nos esse horror absurdo: porque não podemos esquecer as atrocidades de que o homem é capaz, por motivos mesquinhos como fronteiras, nacionalismos, religião, dinheiro, burocracias ou poderes fátuos.
É fundamental não esquecermos a História, refletir sobre ela sem subterfúgios e aprender com os erros, para não perpetuarmos este ciclo em que ainda vivemos – assistimos todos os dias, no conforto dos nossos aparelhos eletrónicos, a homens que maltratam outros homens como se fosse normal – meros danos colaterais do ato de vivermos em sociedade.
Entre mediáticas crises de refugiados e todas as guerras que as sustentam, minorias continuamente desrespeitadas, iniquidade na distribuição dos recursos, a ascensão das extremas-direitas em todos o mundo, as suas tentativas de reescrever a História e o encorajamento da clivagem entre um Nós e um Eles, parece banalizar-se a violência. Mas esta violência não é banal.
Não chegamos longe se nos virarmos uns contra os outros.
A cada ato violento corresponde, pelo menos, um seu contrário.
Por isso o Corvo fica confuso: deve haver mais qualquer coisa.
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