Em comunicado, o Município confirma um investimento de 886 mil euros na promoção de uma oferta cultural que valorize a identidade local.
Durante o evento, o presidente da Câmara Municipal de Loulé, Telmo Pinto, sublinhou o papel destas entidades na coesão do território, especialmente nas zonas do interior em que grande parte delas trabalha. “É a ouvir o território que conseguimos saber quais as necessidades que existem e responder às pessoas. Percebemos a influência que estes grupos têm; se não fossem vocês, a dificuldade seria imensa”, afirmou o autarca, destacando que o rigor no uso dos recursos e o bom trabalho das associações são o principal garante da transparência na atribuição destes apoios públicos, cada vez mais fiscalizados.
O autarca anunciou igualmente que gostaria muito que o Município integrasse a participação das associações culturais locais na área do ensino, particularmente nas Atividades de Enriquecimento Curricular (AECs). Telmo Pinto defendeu a substituição de contratações externas “de grande escala” por uma aposta nestas associações: “Porque não aproximar a nossa cultura dos mais jovens, aproveitando a maior mais-valia que temos: as nossas pessoas que trabalham a cultura no nosso território?”, questionou.
O momento serviu ainda para o anúncio da intenção de levar a cabo a candidatura de Loulé a Capital Portuguesa da Cultura em 2028. O autarca reforçou que este é “um projeto coletivo”, que dependente do trabalho contínuo das associações agora apoiadas. “A candidatura é de todos. Mais do que trazer algo de novo, a Capital da Cultura serve para mostrar o que temos de melhor aqui para que lá fora vejam o que fazemos”, concluiu.