Ambiente

Lagoa testa recolha de alga invasora diretamente no mar

Foto - CM Lagoa
Foto - CM Lagoa  
O Município de Lagoa congratula-se com a publicação do Despacho n.º 11629/2026, de 22 de setembro, que aprova o programa de ação nacional para o controlo da macroalga invasora Rugulopteryx okamurae.

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O diploma estabelece medidas de monitorização, contenção, mitigação de impactos e valorização da biomassa de uma espécie que representa uma ameaça "grave e transversal à costa portuguesa, afetando os ecossistemas, a atividade piscatória e o setor turístico", regista o Município.

Para Lagoa, este plano representa o reconhecimento público de um problema que fustiga a região de forma significativa desde setembro de 2022, altura em que o ciclone extratropical Danielle provocou um arrojamento massivo de 440 metros cúbicos de algas na Praia do Carvoeiro. Desde então, a autarquia refere, numa nota divulgada, que tem sido "uma das vozes mais ativas no debate público e técnico", trabalhando em rede com a administração central e outras autarquias na defesa de soluções que permitam atuar antes de as algas atingirem o areal.

Com base nesse trabalho, o novo plano nacional acolheu diversas propostas prioritárias defendidas pelo Município e parceiros, como o apoio ao setor da pesca através de uma linha de apoio financeiro específica para mitigar a redução da atividade económica dos profissionais da pesca e aquacultura; a criação de uma estrutura de monitorização científica integrada para acompanhar a evolução do fenómeno e a criação de um grupo de coordenação focado na transformação da biomassa recolhida numa oportunidade económica, reduzindo os custos de remoção suportados pelas autarquias.

Deste modo, antecipando a aplicação prática destas metodologias no mar, a autarquia informa que vai promover, entre os dias 28 de setembro e 2 de outubro, uma ação-piloto para mitigação dos impactos da alga invasora Rugulopteryx okamurae na Praia do Carvoeiro, que consiste na aspiração e recolha direta das algas na coluna de água, ao contrário do que tem sido habitual, em que a recolha mecânica no areal condiciona o uso da praia.

"A aprovação deste programa de ação constitui um momento muito importante para Lagoa e para todos os municípios costeiros", sublinha o presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Luís Encarnação. "É fundamental atuar diretamente no mar, antecipar os arrojamentos, desenvolver novas técnicas de remoção e encontrar formas de valorizar a biomassa recolhida". O autarca reforça ainda "o compromisso do Município de Lagoa em continuar a trabalhar em rede com o Governo, autarquias, academia e empresas na salvaguarda dos ecossistemas marinhos e na proteção da sustentabilidade económica das nossas comunidades ribeirinhas".