Em comunicado, a JS Loulé adianta que a moção defende a necessidade de reforçar a resiliência económica da região, reduzindo a dependência excessiva do turismo e promovendo uma base económica mais diversificada, colocando em destaque, ao nível dos órgãos nacionais, "a importância de reforçar a discussão sobre o presente e o futuro do Algarve, afirmando a região como uma prioridade estratégica".
O partido explica que a moção estrutura-se em vários eixos estratégicos, nomeadamente o reforço do investimento na inovação e na economia do conhecimento, a valorização dos setores da agricultura, do agroalimentar e da economia do mar, bem como a diversificação da base económica regional para além do turismo tradicional. Defende ainda o combate à sazonalidade e à precariedade laboral, a promoção de emprego qualificado ao longo de todo o ano, a fixação de jovens, o reforço da coesão territorial, com especial atenção ao interior, e ainda a aposta na cultura e no património, incluindo a valorização da chancela UNESCO como fator de desenvolvimento.
Para José Nascimento, "diversificar o Algarve não é substituir o turismo, mas sim complementá-lo, garantindo mais oportunidades, maior estabilidade económica e um futuro mais sustentável para as
novas gerações".
O dirigente socialista agradeceu a todos quantos subscreveram a moção, "em particular aos delegados eleitos, que, reconhecendo a importância da discussão, também se associaram ao projeto, contribuindo para a sua apresentação no Congresso Nacional e posterior debate e votação em sede de Comissão Nacional", lê-se no documento.
José Nascimento foi previamente eleito delegado ao Congresso Nacional do Partido Socialista pela secção de Loulé. No mesmo processo, foi igualmente eleita como delegada efetiva Maria Esteves Lourenço, assegurando a representação da concelhia.
No final dos trabalhos, foi ainda eleito para a Comissão Nacional do Partido Socialista, integrando o órgão na qualidade de membro suplente, entre os 251 membros eleitos.