Economia

José Apolinário defende reforço do investimento em investigação e desenvolvimento

 
A definição das futuras prioridades nacionais de investigação e inovação deve ter em conta as especificidades e potencialidades dos territórios, reforçando a articulação entre os diferentes níveis de governação e o papel das regiões, considerou o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), José Apolinário.

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Segundo regista uma nota da CCDR, a posição foi expressa ontem, durante a sessão de abertura do workshop “Avaliação Estratégica para a definição de prioridades nacionais de investigação e inovação”, promovido pelo Centro de Planeamento e de Avaliação de Políticas Públicas - PLANAPP, em parceria com a CCDR Algarve, que reuniu representantes da academia, do tecido empresarial e do ecossistema regional de investigação e inovação.

A iniciativa integra o processo de Avaliação Estratégica AI², que procura apoiar a definição das prioridades nacionais de investigação e inovação, através da análise de opções estratégicas e da identificação de oportunidades e riscos, envolvendo diferentes atores do ecossistema de investigação, inovação e desenvolvimento.

A sessão de abertura que decorreu no Campus de Gambelas da Universidade do Algarve, teve início com a intervenção da Reitora da Universidade do Algarve, Alexandra Teodósio, seguindo-se a intervenção do presidente da CCDR Algarve, José Apolinário, que destacou a importância da governança multinível, defendendo a importância das Estratégias Regionais de Especialização Inteligente e um maior envolvimento das regiões na definição das prioridades nacionais de investigação e inovação e na respetiva concretização territorial.

Neste âmbito, considerou fundamental que o próximo Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia 2028-2034 contemple um capítulo regional, permitindo uma maior adequação dos instrumentos e investimentos às especificidades e prioridades de cada território.

José Apolinário salientou a necessidade de reforçar o investimento em investigação e desenvolvimento (I&D) em complementaridade com a contrapartida nacional, enquanto fator determinante para aumentar a capacidade de inovação, competitividade e criação de valor, bem como para responder aos desafios específicos das regiões.

Outro dos aspetos apontados foi a necessidade de alterar o mapa de auxílios de Estado de incidência regional, de forma a garantir melhores condições para o investimento e para a competitividade das empresas, tendo em conta as características e necessidades concretas do território algarvio.

Estiveram presentes na sessão os vice-presidentes da CCDR Algarve para o Desenvolvimento Regional e para a Educação, Cristiano Cabrita e Alexandra Gonçalves, respetivamente, bem como investigadores, empreendedores e responsáveis do sistema científico regional.