Sociedade

Interposta providência cautelar contra restrições aos TVDE em Albufeira

Foto - Algarve Primeiro
Foto - Algarve Primeiro  
A Associação Nacional Movimento TVDE (ANM-TVDE) interpôs uma providência cautelar contra a decisão da Câmara de Albufeira de restringir a circulação dos veículos de transporte contratados através de plataformas eletrónicas em zonas cêntricas da cidade.

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A providência cautelar, a que a Lusa teve acesso, foi apresentada no Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Loulé e requer aos magistrados que decretem a “suspensão imediata da eficácia da atuação administrativa adotada pela Câmara Municipal de Albufeira” até que a decisão final sobre a causa seja tomada.

Segundo o documento, a decisão do município impede a circulação, paragem e tomada e larga de passageiros por veículos TVDE em zonas onde há grande afluência de pessoas, violando, por isso, vários princípios, entre os quais o da legalidade e da liberdade de iniciativa económica privada, e causando “prejuízos graves e de irreversível reparação aos operadores e motoristas”.

Além de pedir a suspensão imediata da medida “até ao trânsito em julgado da ação administrativa principal”, a associação pediu também ao TAF para determinar à Câmara de Albufeira que se abstenha de “praticar quaisquer atos materiais ou administrativos a impedir, limitar ou restringir” a atividade a veículos TVDE.

A associação quer ainda que seja retirada a sinalização vertical dirigida exclusivamente aos TVDE, que cessem as ações de fiscalização e que as custas processuais sejam suportadas pelo município.

O advogado que representa a ANM-TVDE, Fábio Carvalho, disse à agência Lusa que a providência cautelar foi apresentada na primeira semana de agosto no TAF de Loulé, decorrendo agora um prazo de 10 dias úteis para a Câmara de Albufeira apresentar contestação, período que pode chegar aos 16 dias com prazos de dilação e pagamento de multa, observou.

“Depois de o tribunal receber a contestação, nós temos 10 dias para respondermos”, acrescentou, informando que a Câmara já foi citada pelo TAF, “mas ainda não apresentou a contestação”.

Perante estes prazos, a decisão do tribunal só chegará com a época alta do turismo a terminar, impedindo os profissionais de TVDE de operar sem restrições nas zonas de maior afluência durante o período de maior procura por estes veículos no Algarve.

Confrontados com esta realidade, e para evitar prejuízos maiores, os associados da ANM-TVDE “têm entrado” nas zonas sujeitas a restrições e “têm recebido contraordenações”, que “vão ser depois todas recorridas”, afirmou Fábio Carvalho.

A 23 de julho, o presidente da Câmara de Albufeira, Rui Cristina, anunciou que o município iria interditar o acesso destes veículos a zonas onde a sua acumulação estava a dificultar a circulação e o acesso de veículos de emergência.

A medida contou com a oposição do setor, que, no dia seguinte, juntou cerca de uma centena de pessoas num protesto contra a decisão do município, classificada como ilegal e discriminatória, por impor limitações apenas a esses profissionais.

No mesmo dia, autarca e representantes do setor reuniram-se e, após o encontro, Rui Cristina anunciou que a Câmara de Albufeira iria criar lugares para tomada e largada de passageiros por veículos TVDE, mas manteria a interdição à circulação nas zonas abrangidas pela medida.

A Lusa tentou obter uma reação do presidente da Câmara de Albufeira à providência cautelar interposta pela ANM-TVE, mas não obteve resposta.