Cultura

Inteligência Artificial nos processos de escrita e tradução em debate na Biblioteca de Faro

Foto - CM Faro (Facebook)
Foto - CM Faro (Facebook)  
A Biblioteca Municipal de Faro António Ramos Rosa acolhe mais uma sessão do ciclo Encontros com Autores, desta vez com a presença de Tânia Ganho, sob o tema “Escrever e traduzir na era da Inteligência Artificial”.

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A iniciativa decorre no dia 20 de maio, entre as 16h30 e as 19h30, de entrada livre. Paralelamente, será realizada uma ação de curta duração destinada a professores, com inscrição através da plataforma do CFAE Ria Formosa.

Promovida pelo Centro de Formação Ria Formosa em parceria com o Município de Faro, esta sessão propõe uma conversa em torno do percurso literário e profissional da autora enquanto escritora e tradutora, destacando as transformações ocorridas ao longo dos últimos 25 anos e os desafios colocados pela crescente presença da Inteligência Artificial (IA) nos processos de escrita e tradução, regista nota da Câmara de Faro

A sessão inclui exercícios práticos, nos quais os participantes serão convidados a explorar o uso da IA como ferramenta de apoio à escrita e à tradução. Será igualmente aberto espaço para a discussão do conceito de “autoficção”, tanto na obra da própria autora como em escritoras por si traduzidas, como Annie Ernaux, Leïla Slimani, Anaïs Nin ou Siri Hustvedt, entre outras.

Conforme se lê no documento, Tânia Ganho dedica-se à tradução literária há mais de 25 anos, tendo traduzido autores como Amor Towles, Chimamanda Adichie, Elizabeth Strout, Hervé Le Tellier, Maya Angelou, Toni Morrison e Yukio Mishima, entre outros. 

Enquanto autora, publicou vários romances, destacando-se A Mulher-Casa (Porto Editora, 2012) e Apneia (Casa das Letras, 2020; D. Quixote, 2024), obra semifinalista do Prémio Oceanos e finalista do Prémio Bertrand para Melhor Livro de Ficção Lusófona, com adaptação cinematográfica em desenvolvimento pela produtora UKBAR, com apoio do ICA. Publicou ainda o livro de memórias O Meu Pai Voava (D. Quixote, 2024), finalista do Prémio Bertrand para Melhor Livro de Não-Ficção, estando o seu novo romance Lobos (D. Quixote, 2025) distinguido com uma bolsa de criação literária da DGLAB/MC.