Promovido pela Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres e pela Associação de Imigrantes Romenos e Moldavos do Algarve (DOINA), o encontro quer reforçar o apoio às mulheres, aproximando a região a respostas existentes no país, com foco no acesso a apoio jurídico e articulação institucional.
Em declarações à agência Lusa, a presidente da DOINA, Elizabeta Necker, afirmou que o encontro pretende “criar uma articulação mais estreita entre a sociedade civil e instituições públicas e privadas”.
“Sabemos que há situações que demoram às vezes a ser resolvidas e há soluções que nem sequer temos acesso a elas no Algarve e a Plataforma conseguiu encontrar respostas noutras regiões do país”, afirmou.
Segundo Elizabeta Necker, a pretensão é que se “comece a trabalhar de uma forma mais concisa naquilo que é o direito das mulheres em todos os aspetos”.
A dirigente destacou também a necessidade de “garantir apoio jurídico noutras línguas, sem ser o português, de forma a responder melhor às necessidades” de mulheres estrangeiras residentes no Algarve.
Para Elizabeta Necker, o objetivo é “aproximar aquilo que já existe no resto do país” e “replicar na região algarvia, para abranger a grande comunidade de mulheres estrangeiras residentes nesta região”.
Questionada sobre se a iniciativa se dirige sobretudo a mulheres estrangeiras, respondeu que “a preocupação é mais vasta”.
“Abrimos as portas para os imigrantes, mas depois vemos que a problemática é transversal a todas, também às portuguesas”, afirmou.
Segundo os organizadores, o fórum pretende afirmar-se como um espaço anual de reflexão sobre desigualdade entre mulheres e homens, justiça social e participação cívica, numa região onde continuam a verificar-se fragilidades no financiamento e no apoio a projetos ligados à igualdade de género.
Num momento em que “os direitos humanos das mulheres e das raparigas enfrentam novos desafios e retrocessos em vários contextos”, torna-se particularmente relevante “reforçar o diálogo estruturado” entre representantes da política local e a sociedade civil, defendem.
A programação inclui a análise do estado dos direitos das mulheres e da igualdade do género no Algarve e em Portugal, e temas como a situação socioeconómica, a resposta das instituições, o sistema de justiça e a ciberviolência sexual.
O fórum vai decorrer no pavilhão multiúsos de Almancil, com entrada gratuita.