Sociedade

Feira da Dieta Mediterrânica regressa a Tavira para valorizar e preservar um bem comum

Depois de dois anos de interrupção, devido à pandemia, a Feira da Dieta Mediterrânica regressa a Tavira, entre 8 e 11 de setembro.

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Uma das novidades anunciadas esta manhã, na apresentação do evento, que decorreu no edifício da Câmara Municipal de Tavira, prende-se com o apoio institucional da Comissão Nacional da UNESCO, na medida em que o certame está inserido no Plano de Salvaguarda aprovado pela organização internacional, resultando na inscrição da Dieta Mediterrânica, na lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade.
 
A oitava edição, que junta os parceiros habituais, (Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve, Direção Regional de Cultura do Algarve, Associação In Loco, Universidade do Algarve, Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Algarve, Escola de Hotelaria e Turismo de Faro e de Vila Real de Stº António e RTA), inclui a feira institucional com a presença de outros países, instituições regionais e nacionais, patrimónios imateriais classificados pela UNESCO, expositores de artesanato e produtos tradicionais, mostras de botânicas e de sementes, restauração, provas e petiscos e música à volta do Mediterrâneo.
 
Ao todo existirão 200 stands num investimento a rondar os 350 mil euros. 
 
Ao Algarve Primeiro, a presidente da Câmara Municipal de Tavira, falou de um novo espaço na feira, "de modo a que ela possa crescer, no espaço a seguir ao Mercado da Ribeira e ainda, a Praça da Convivialidade onde estão à disposição dos visitantes, quatro restaurantes com pratos típicos de Itália, Espanha, Marrocos e Portugal". 
 
Depois de dois anos de pausa forçada pela pandemia, Ana Paula Martins espera que as pessoas regressem, "aquilo que queremos fazer é que o segundo fim de semana de setembro, seja dedicado à comemoração e celebração da Dieta Mediterrânica e, portanto, a expetativa é de que vamos ter muitos visitantes à semelhança do que costumamos ter; até porque temos muitos motivos para visitar a feira", reforçou.
 
A autarca disse que todo o percurso desenvolvido até agora, deve-se ao trabalho de parceria, "todos os parceiros têm tido muito gosto para levar para a frente este projeto. Desde fevereiro, altura da primeira reunião, sobre a retoma da Feira da Dieta Mediterrânica, todos os parceiros acolheram a ideia com muito entusiasmo, porque todos percebemos o valor que a Dieta Mediterrânica tem para a região, nas suas variadíssimas vertentes. Falamos de uma alimentação saudável, o incentivo de produtos da época, a defesa de formas de agricultura mais sustentável ou a preservação". 
 
 
Na animação musical, haverá 7 palcos com programação e concertos ao vivo, da Croácia com os Veja, de Israel com Neta Elkayam, de Espanha com Tomatito, Capella de Ministres e Diajonizz, de Marrocos com Mehdi Nassouli, de Itália com Bifolic Trio, de França com Ciac Boum, da Grécia com os Rodopi e de Portugal com Mariza, Jorge Palma que convida Marisa Liz, Bárbara Tinoco, assim como as Moçoilas, os Seiva os Retimbrar e as Sopa de Pedra, entre outros projetos locais.
 
Além da música, o certame não esquece as dança tradicionais e outras artes performativas, exposições, arte digital, cinema, visitas ao património natural e cultural, seminários, entre outras atividades. Para os mais novos, a organização inclui espetáculos educativos, jogos tradicionais, oficinas de construção de brinquedos e de artes populares. 
 
Segundo João Fernandes, presidente da Região de Turismo do Algarve, entidade parceira do evento, "a Feira da Dieta Mediterrânica valoriza aquilo que é nosso e nos diferencia, além de qualificar o destino turístico". O responsável sublinhou que muitos relatórios internacionais apontam que as motivações dos turistas, estão cada vez mais ligadas à cultura, aos estilos de vida saudável, à gastronomia e vinhos.
 
Realçou o regresso do evento a Tavira, "quando no mundo vemos recrudescer a agressividade entre os povos, muros, guerras, conflitos, estamos aqui a promover a proximidade entre os povos da bacia do Mediterrâneo. Digo muitas vezes que o turismo é conhecido como a indústria da paz, que promove a aproximação de quem é de uma origem diferente, língua diferente, de uma cultura ou religião diferentes, ou mesmo de uma orientação sexual diferente, e nós estamos aqui a construir a paz e a valorizar patrimónios que são comuns. Trabalhamos o que é nosso, para enriquecer a visita de quem nos procura", concluiu.