De 4 a 14 de novembro, Faro irá receber 11 espetáculos e atividades da MOCHILA - Festival de Teatro para Crianças e Jovens.
Trata-se da primeira edição do projeto dinamizado pelo LAMA Teatro, e será na cidade mãe da companhia, sob a direção artística de João de Brito. Serão recebidos espetáculos de várias companhias nacionais de referência, como o Teatro Praga, UMCOLETIVO, Madalena Victorino e Bestiário.
O Algarve Primeiro falou com o diretor artístico, que adiantou que o festival «surge da necessidade de ter uma programação infantojuvenil». É a continuidade do trabalho desenvolvido em anos anteriores, desde o Festival de Curtas de Teatro do Algarve em 2012, 2014 e 2016, e das participações no Festival F.
Em 2020, foi feito uma espécie de ano zero no LAMA Black Box, chamado “Estojo”, «laboratório pedagógico do LAMA Teatro, onde convidei três grupos de teatro de Faro e dei-lhes os motes para um espetáculo com os seus encenadores. Apresentaram todos o ano passado, já com vista à MOCHILA. Este ano lancei novas provocações, estão a ensaiar e vão estar integrados na 1ª edição do festival, que abarca o projeto “Estojo” e companhias profissionais, oriundas de vários sítios do país».
Sobre a programação, comentou que é para os mais jovens, com a «preocupação pedagógica e de formação de novos públicos, despertar o poder crítico nas novas faixas etárias, estimular a vontade de fruição cultural», mas também uma vertente familiar. Estão agendadas sessões para escolas e para o público em geral.
Questionado sobre a descentralização referida no programa do evento, João de Brito realçou que, «trabalhar no Algarve, em muitos aspetos, é mais complicado do que noutros sítios», sendo um dos objetivos do projeto a possibilidade de proporcionar ao público local e regional a oportunidade de vivenciar a experiência. «É bom sair e voltar, mas sentir que podemos dar oferta para que as pessoas aos poucos possam criar as suas próprias estruturas, desafiar outras para projetos, e acima de tudo, que possam ficar cá, que pressupõe que há cada vez mais objetos artísticos na região».
A destacar a existência durante a MOCHILA do «Gangue das Mochilas, que vai criar intervenções esporádicas, na rua, sem as pessoas estarem à espera, a partir do objeto da mochila».
A vertente educacional da região também estará envolvida, refere o diretor artístico, com membros do gangue anteriormente referido a serem da Escola Secundária Tomás Cabreira, do Curso Profissional de Artes do Espetáculo, ou do Curso Profissional de Organização de Eventos da Escola Secundária Pinheiro e Rosa.
Conheça aqui o programa ao detalhe: