Sociedade

Faro, Beja e Setúbal com mais sinalizações de vítimas de exploração

Foto - Depositphotos  
Faro, Beja e Setúbal foram os distritos onde se registaram mais vítimas de exploração no ano passado, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2025, entregue hoje no parlamento.

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No total, o Observatório de Tráfico de Seres Humanos (OTSH) recebeu 307 registos, uma diminuição de 48 sinalizações face ao ano de 2024, sendo que a amostra válida de presumíveis vítimas se fixou em 191.

Em relação à distribuição territorial, os dados dos RASI mostram que em Faro foram detectadas 27 vítimas, sinalizadas por tráfico laboral, tráfico sexual e mendicidade, sendo a maioria das vítimas mulheres de nacionalidade estrangeira, com destaque para nacionais da Roménia e do Bangladesh.

Em Beja foram sinalizadas 22 vítimas, sobretudo de tráfico laboral, do setor da agricultura, sendo que aqui a maioria das vítimas são homens adultos de Timor-Leste.

Já em Setúbal foram sinalizadas 19 vítimas, a maioria por tráfico laboral, no setor das pescas, e com origem no Senegal e na Indonésia.

A exploração laboral continua a ser a área onde se verificam mais vítimas de tráfico de pessoas, sendo as 125 vítimas de tráfico laboral sobretudo homens adultos, de nacionalidade estrangeira, com destaque para nacionais do Brasil, da Índia e de Timor-Leste.

“Os métodos de recrutamento, mantêm-se, globalmente, como promessa de trabalho/contrato/remuneração, alojamento e alimentação”, lê-se no relatório.

O RASI aponta ainda para 22 sinalizações de exploração sexual, sete de adoção ilegal, cinco de mendicidade e cinco de prática de atividades criminosas.