Pelo facto de a Rugulopteryx okamurae ser uma alga invasora com capacidade de prejudicar ecossistemas marinhos e setores económicos como pesca e o turismo, os Municípios de Portimão e Lagoa juntaram-se e apresentaram uma candidatura conjunta no âmbito do Programa Algarve 2030 – Programa Regional do Algarve 2021-2027, para o desenvolvimento do projeto de “Cidades Âncora para a Economia Azul”.
Nota enviada ao Algarve Primeiro da autarquia de Portimão explica que, este projeto e os propósitos da candidatura passam pela mitigação e adaptação aos "enormes impactos ambientais e socioeconómicos" que a alga invasora Rugulopteryx okamurae, proveniente dos mares da Coreia e Japão, está a causar na costa do Algarve e Andaluzia.
Por outro lado, a presença de especialistas espanhóis e académicos da Universidade do Algarve, assim como entidades públicas e privadas, visa contribuir para o aprofundamento do conhecimento científico sobre esta espécie, bem como promover a reflexão sobre o fenómeno da sua bioinvasão e as respetivas consequências nos ecossistemas marinhos da região algarvia.
Paralelamente, a conferência pretende apresentar ideias e soluções que permitam mitigar os impactos da alga nos ecossistemas e nas zonas balneares, através da partilha de conhecimento, experiência e resultados.
A rápida expansão da alga exótica R. okamurae na costa portuguesa, incluindo nas regiões autónomas dos Açores e Madeira, motivou a elaboração e publicação de uma estratégia nacional para a gestão, monitorização e controle da alga, coordenada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
A erradicação da Rugulopteryx okamurae é considerada praticamente impossível pelos especialistas, mas o controlo da sua dispersão poderá ajudar a reduzir os impactes negativos da sua expansão, regista a publicação enviada ao nosso jornal.
A conferência é uma das ações que integram a candidatura efetuada, inserindo-se num consórcio constituído pelos Municípios de Aveiro, Lagoa, Oeiras, Peniche, Portimão, Setúbal, Sines e Viana do Castelo, e inclui o CIIMAR – Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental, o Fórum Oceânico, Sines Tecnopolo e a Universidade do Minho.