Sociedade

É já em setembro que arranca a nova temporada do Cineteatro Louletano

Loulé começa o mês com a peça de teatro “Catarina e a beleza de matar fascistas de Tiago Rodrigues, que versa sobre a democracia, numa altura em que a Europa vivencia alguns discursos populistas.

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A estreia está agendada para 11 de msetembro, vinda diretamente do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, onde esgotou a sala. Faz parte do elenco a atriz Sara Barros Leitão, que ganhou o Prémio Revelação Ageas Teatro Nacional D. Maria II no ano passado.
 
De 11 a 25 de setembro, no exterior, Loulé e Alte recebem mais uma edição do FOME - Festival de Objectos e Marionetas & Outros Comeres - parceria do Algarve Central, dos municípios de Faro, Loulé, Albufeira, Olhão, S. Brás de Alportel e Tavira, com a direção artística da ACTA, Companhia de Teatro do Algarve e o financiamento do CRESC 2020.
 
A 12 de setembro, Júlio Resende traz “Júlio Resende Fado Jazz Ensemble”, que diz ser “um disco livre, em que a guitarra portuguesa e o piano se intersetam, e com o contrabaixo e a bateria tentam aproveitar ao máximo esse novo lugar que descobrem juntos. Passeiam-se. Se é Fado, se é Jazz, não sei, pode ser ambos, mas na realidade não sei, porque quem sabe normalmente não avança. Quem já sabe está parado nesse saber. Prefiro não saber, apenas ir, livre.”
 
O Grupo “Dançando com a Diferença” atua no sábado, dia 18, um trabalho local com pessoas com deficiência. No dia seguinte, o CTL recebe “Vandalus”, que explora as semelhanças entre as raízes do flamenco e as músicas tradicionais do Mediterrâneo oriental e Magrebe, um dos concertos Al Mutamid, no âmbito da XXI edição deste Festival, que ocorre em vários pontos da região.
 
A 23 de setembro, a Companhia Maior apresenta “O Lugar do Canto está Vazio”, peça de dança de Sofia Dias e Vítor Roriz, interpretada por atores seniores.
 
É “uma composição de partituras sonoras, gestos que se ligam com palavras, breves narrativas interrompidas por movimentos e objetos que dão lugar a vozes”.
 
O mês termina com a Companhia de Dança a apresentar “Last”, no dia 30. Com direção e coreografia de São Castro e António M Cabrita, e com música ao vivo do Quarteto de Cordas de Matosinhos, é que aspira à compreensão de Beethoven, num dos seus períodos de composição mais arrojados, já perto do fim da vida “Das ist Musik für eine spätere Zeit” (Isto é música para o futuro).
 
No ano que celebra 91 anos de existência, o Cineteatro Louletano reforça a aposta na programação nacional e de referência, garantindo todas as condições de higiene e segurança e ostentando o selo “Clean&Safe”.