Em comunicado, a PJ explicou que o arguido, amigo de infância da mãe da vítima, valendo-se da “proximidade e confiança adquirida, disponibilizava-se para ficar com a criança”, enquanto a progenitora acompanhava a outra filha na natação.
Nestas alturas, o homem deslocava-se para cafés nas proximidades, onde se sentava em zonas mais isoladas e “praticava atos sexuais de relevo”, especifica aquela polícia, notando que os crimes remontam a março do ano passado.
O suspeito foi detido no âmbito de uma investigação do Departamento de Investigação Criminal de Portimão da PJ, desencadeada por uma denúncia anónima feita à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens.
Durante as diligências policiais foram recolhidos “relevantes e robustos elementos de prova” que resultaram na identificação e detenção do presumível autor dos abusos sexuais, lê-se na nota.
Segundo a PJ, o homem, com antecedentes criminais por crimes de ameaça, injúria e ofensas à integridade física, está indiciado por dois crimes de abuso sexual.
O suspeito vai agora ser presente a tribunal para ser ouvido em primeiro interrogatório judicial e aplicação de eventuais medidas de coação.