Em comunicado, a Diretoria do Sul da PJ indicou que a detenção resultou de uma investigação iniciada no início deste mês, “após a prática de um crime de violação”.
A vítima era alvo de violência doméstica desde setembro de 2024, com múltiplos episódios de agressões físicas, alguns dos quais motivaram o seu internamento hospitalar, lê-se na nota.
A PJ refere que os episódios se intensificaram a partir de abril de 2025, após o anúncio de uma gravidez, prolongando-se até à separação do casal, em dezembro do ano passado.
De acordo com a investigação, para consumar a alegada violação que deu origem ao inquérito, o suspeito entrou durante a madrugada na residência da vítima, surpreendeu-a empunhando uma arma, imobilizou-a e impediu-a de resistir, fugindo logo depois.
No sábado passado, dia da detenção, o homem intercetou novamente a ex-companheira na via pública, exibiu-lhe uma arma e obrigou-a a entrar na residência de uma vizinha, que conseguiu alertar a GNR, especificou a PJ.
Ainda segundo a polícia, os militares da GNR deslocaram-se ao local e cercaram o imóvel, onde o suspeito se barricou, mantendo a vítima sob ameaça de arma e forçando-a a manter relações sexuais.
Após os factos, o homem tentou fugir por uma janela, mas foi intercetado por militares da GNR, “ainda na posse da arma”, refere o comunicado.
O detido vai ser presente a tribunal para ser ouvido em primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação.
A investigação prossegue para apurar toda a “extensão da alegada atividade criminosa”, conclui a PJ.