Política

Deputados do PS exigem reparação urgente do troço da EN2 entre Loulé e São Brás de Alportel

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Os deputados do Partido Socialista eleitos pelo Círculo Eleitoral de Faro querem uma intervenção urgente no troço da Estrada Nacional 2 entre Loulé e São Brás de Alportel, que se encontra encerrado ao trânsito desde 2 de junho de 2025, na sequência de instabilidade detetada no talude do aterro daquela via.

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Nota do Grupo Parlamentar do PS avança que, no projeto de resolução que entregaram na Assembleia da República, Vítor Guerreiro e Luís Graça recomendam ao Governo que adote as medidas necessárias para garantir a reposição segura da circulação ao quilómetro 710 da EN2, entre a localidade de Barranco do Velho, no concelho de Loulé, e a localidade de Alportel, no concelho de São Brás de Alportel, uma vez que, desde que foi encerrado, não existem alternativas viárias compatíveis a este troço, em que as populações locais estão impedidas de circular, provocando "graves prejuízos nas suas vidas, na economia do território e no âmbito da proteção civil, já que este é um acesso essencial no combate aos incêndios e no socorro às populações".

No projeto de resolução, os deputados relembram a promessa feita pelo Ministro das Infraestruturas e da Habitação, em vésperas das eleições autárquicas de outubro de 2025, em que visitou São Brás de Alportel, tendo-se comprometido publicamente com a urgência da reparação daquela via. "A circulação continua, porém, cortada, sem que exista qualquer previsão para o início das obras e sem que a Infraestruturas de Portugal apresente, em articulação com os municípios de São Brás de Alportel e de Loulé, uma alternativa viária que diminua os constrangimentos sentidos pelas populações", lê-se na nota.

Os deputados pretendem que a Infraestruturas de Portugal promova a estabilização e reposição segura da circulação naquele troço da EN2, assegurando a definição de um calendário de intervenção e a prestação regular de informação às populações, autarquias e agentes económicos locais.

Querem ainda que o Governo avalie, em articulação com as entidades competentes, a possibilidade de adoção de soluções provisórias de circulação condicionada ou de melhoria das alternativas existentes, sempre que tecnicamente viáveis e compatíveis com a segurança dos utilizadores, das populações e dos serviços de emergência.

Pretendem ainda medidas de manutenção preventiva, monitorização e reforço da resiliência da rede rodoviária nacional, em especial nos territórios do interior e em zonas vulneráveis a fenómenos climáticos extremos, prevenindo novos encerramentos prolongados e assegurando melhores condições de segurança e coesão territorial.