Sociedade

Covid.19: Ritmo de vacinação em massa no Algarve será o mesmo do resto do país - Jorge Botelho

O secretário de Estado coordenador para o combate à pandemia na região, Jorge Botelho, confirmou ao nosso jornal que até ao final do mês, vão abrir 11 centros de vacinação nas principais cidades do Algarve com as equipas técnicas operacionais que são coordenadas pela Administração Regional de Saúde - ARS e as autarquias locais.

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O responsável diz que é preciso ter confiança no sistema, «um centro de vacinação só poderá abrir com as pessoas indicadas para este tipo de missão, pessoal auxiliar, médicos e enfermeiros, e só é possível com esse requisito, senão não pode abrir». Apesar das estruturas estarem prontas para a vacinação, Jorge Botelho lembra que o próximo passo é da responsabilidade da 'task-force' que irá reforçar as vacinas, «há uma programação para cumprir, até pela situação do Algarve, nomeadamente em algumas terras na região, queremos reforçar a vacinação porque é a única forma de defendermos as populações deste vírus».
 
Em Vila do Bispo, Aljezur, Monchique, Castro Marim e Alcoutim não haverá centros de vacinação, sendo que nestes casos, serão os Centros de Saúde a administrar as vacinas. 
 
Ao Algarve Primeiro, o governante garantiu que na segunda fase, a região vai seguir a mesma linha de percentagens de vacinação do país: «convém esclarecer que o Algarve aparece com menos percentagem de vacinação, porque tem sido em função do nível etário das pessoas, ou seja, a primeira fase era para pessoas com mais de 70 e 80 anos, é normal que o Alentejo tenha mais pessoas deste perfil do que o Algarve, conforme vamos crescendo na população essas percentagens têm de ser iguais em todo o país, com a meta de chegarmos a meio do verão e termos 70% das pessoas imunizadas», salientou. 
 
Sobre a possibilidade de o Algarve ter prioridade na vacinação por ser turístico, o secretário de Estado respondeu que essa questão tem sido reconhecida pelo Governo, «obviamente que temos de ter a melhor estratégia para defender a região que é turística, sabemos que neste momento os agenciamentos de viagens são importantes, queremos tirar Portimão da situação onde está para poder convergir com o aceleramento e desconfinar, Albufeira igual, mas também para que não aconteça a mesma coisa em qualquer outro município».  
 
Jorge Botelho espera que a próxima revisão seja melhor, referindo que «isso depende de todos, das entidades e do cidadão», concluiu.