Organizado pela associação cultural O Corvo e a Raposa, o festival, de entrada gratuita, realiza-se no barlavento (oeste) algarvio, estabelecendo diálogos entre o passado e presente, numa abordagem que busca tocar obras antigas usando os instrumentos, técnicas e estilos originais da época em que a música foi escrita.
O arranque, em 22 de agosto, às 19:00, no Museu de Lagos, inserido no edifício da Igreja de Santo António, será marcado pela primeira edição da Bolsa Artistas “Lagos 1460”, inspirado na exposição “Depois de 1460 e Coleções Especiais”, adiantou a organização em comunicado.
A bolsa é destinada a “artistas emergentes na área da música historicamente informada posterior a 1460, entre Portugal e o mundo”, acrescenta.
O concerto de abertura estará a cargo do projeto Ensemble Àpala, constituído por músicos distinguidos no Prémio Jovens Músicos, integrando sonatas para violino e baixo contínuo e peças de raiz popular, como “Filhota” e “Gaita de Foles”.
O concerto incluirá ainda uma improvisação a partir de excertos abolicionistas de “O Navio Negreiro”, de Castro Alves, numa ligação ao Dia Internacional em Memória do Tráfico de Escravos e da sua Abolição, que se assinala em 23 de agosto.
Neste dia, a Fortaleza de Sagres recebe, às 15:00, a conversa “Vozes na sombra: ecos da escravatura na música ibérica da era moderna”, por Hugo Sanches, seguindo-se, às 16:00, um concerto do Bando de Surunyo, especializado na interpretação e investigação da música dos séculos XVI e XVII.
Em 28 de agosto, o ensemble Na Rota do Peregrino apresenta-se na Igreja da Misericórdia de Aljezur, no âmbito da Noite Multicultural de Aljezur.
O festival encerra em 29 de agosto, em Vila do Bispo, com uma oficina de voz sobre as “Cantigas de Santa Maria de Afonso X”, às 11:00, por Joana Godinho, e, às 18:00, o concerto “Rotas de peregrinação: uma viagem a Roma, Montserrat e Compostela”, pelo ensemble Na Rota do Peregrino, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.