A peça vai ser apresentada ao público da localidade algarvia no âmbito do Ciclo de Teatro do Concelho de Silves e a ação para “parte das memórias e dos juízos do narrador sobre o mundo contemporâneo para propor uma reflexão sobre o despovoamento e a desertificação do interior, a morte das aldeias da serra e os vínculos ancestrais que unem o ‘homem’ à terra”, antecipou.
Durante o espetáculo, o público será conduzido “através de pequenas histórias do quotidiano, passadas num lugar imaginário”, que mostram as “tensões vividas por territórios que procuram resistir ao avanço tecnológico e à adoção quase integral das regras e dos modelos da sociedade de consumo”, acrescentou.
“O silêncio, a velhice e as ruínas surgem, assim, como espaços de reflexão e como ponto de partida para imaginar um outro amanhã”, adiantou ainda a organização, salientando que o Ciclo de Teatro promovido pelo Município de Silves decorre até outubro.